Maioria das empresas não adota práticas baseadas na Web 2.0

Estudo publicado pela McKinsey sobre colaboração mostrou que apenas 51% a usa na relação com fornecedores e parceiros
 

 

Apesar de existir muito discurso acerca da colaboração, ainda é pequeno o universo de empresas que realmente adotam na prática estratégias colaborativas. Um estudo publicado pela McKinsey sobre como o mundo dos negócios está utilizando a Web 2.0 mostrou que 75% das empresas a utilizam para gerenciar a colaboração internamente, 70% na interface com os consumidores e 51% na relação com fornecedores e parceiros.

por Financial Web

22/08/2008

Os dados demonstram que ainda há uma longa caminhada até que as empresas cheguem a uma colaboração mais estratégica e de longo prazo. Os motivos são as incertezas de mercado e a algumas barreiras, como a baixa participação dos membros da alta gerência nas decisões estratégicas, a falta de uma cultura colaborativa, a baixa integração das equipes e a falta de confiança.

Além disso, ainda há pouca participação da alta gerência na definição e discussão de acordos logísticos, pequena interação das áreas funcionais das empresas (logística, informática, compras, vendas, operacional, etc.), pouco conhecimento dos projetos logísticos desenvolvidos pelos parceiros e muitas falhas na comunicação entre as empresas.

Por outro lado, uma outra pesquisa, realizada pela IBM com 800 presidentes de companhias de todo o mundo, revelou que a principal preocupação deles é com a inovação – a maioria considerou a colaboração interna e externa fundamental, o que reforça a importância da Web 2.0 e das redes sociais.




InBev tira verba da TV e investe na web

 
 
Essa medida vem sendo levada a sério nos mercados norte-americanos e leste europeu- A companhia mundial de bebidas Inbev (fusão da AmBev com a belga Interbrew e detentora da Budweiser) decidiu tirar porcentagem da verba publicitária para TV e investir em novas mídias e internet.

De acordo com o diretor global de mídia do grupo, Johan Landmark, a medida não é exclusividade do negócio que dirige, mas sim uma realidade que já vem sendo levada a sério nos mercados norte-americanos e leste europeu. O executivo participou do evento III Fórum Internacional de ROI, organizado pela Associação Brasileira de Anunciantes – ABA.

Um dos exemplos apontados de diretor de mídia foi o da cerveja Stella Artois, marca do grupo, que diminuiu de 60% para apenas 5% o valor investido na TV. Outras mídias tradicionais como impressos e rádio também tiveram queda na participação: passaram de 25 para 20%, respectivamente, para 10% nos dois casos.

09 de Agosto de 2008
Fonte: Adnews

 



O Google se transformou em uma empresa de mídia?

Crescimento de sites de conteúdo do Google gera temores no mercado sobre rivalidade com a companhia

Miguel Helft, do The New York Times

SAN FRANCISCO – Digite “buttermilk pancakes” (algo como panquecas feitas com leite de manteiga) no Google, e entre os três ou quatro primeiros resultados você vai encontrar um endereço para uma receita completa com uma foto de uma deliciosa pilha de panquecas de um site chamado Knol, que pertence ao Google.O Google vislumbra o Knol como um lugar em que especialistas podem compartilhar seu conhecimento sobre uma variedade de tópicos. A companhia espera criar uma espécie de enciclopédia online construída a partir da contribuição de diversos indivíduos. Porém, enquanto a Wikipedia é editada coletivamente e não possui anúncios, aqueles que contribuírem com o Knol assinam seu artigos e detém o controle da edição do conteúdo. Eles podem optar por colocar anúncios, vendidos pelo Google, em suas páginas.

Enquanto o Knol tem apenas três semanas de idade e ainda é relativamente pouco conhecido, ele já gerou temores entre algumas companhias de mídia de que o Google está cada vez mais se tornando um competidor. Eles prevêem que o Google vá se tornar um poderoso rival que não apenas possui um número crescente de sites de conteúdo – incluindo o YouTube, o maior site de vídeos online, e o Blogger, líder no serviço de blogs – mas também possui a capacidade de direcionar usuários pela web.

“Se, de fato, uma propriedade do Google está tirando dinheiro dos parceiros da companhia, isso é um problema real”, disse Wenda Harris Millard, vice-chefe-executiva da Martha Stewart Living Omnimedia.

O dinheiro, claro, está bastante em questão. Quanto mais para baixo um site aparece em resultados de busca, menos tráfego de usuários ele recebe das ferramentas de pesquisa. Com uma audiência menor, o site ganha menos dinheiro com publicidade.

Apesar de a receita de panquecas da Martha Stewart aparecer abaixo da do Knol no Google, Wenda não acredita que o Google favoreça injustamente as páginas do Knol. Mas ela afirmou que o papel duplo do Google como ferramenta de busca e sites de conteúdo levanta uma questão de percepção. “A questão na mente das pessoas é quão imparcial pode ser o Google enquanto continua a crescer”, disse.

O Google sempre afirmou que nunca comprometerá a objetividade de seus resultados de busca. Além disso, disse que trata as páginas do Knol como qualquer outra na web. “Quando você vê as páginas do Knol nos primeiros resultados da busca, elas estão lá porque ganharam essa posição”, disse Gabriel Stricker, porta-voz da companhia.

Há poucas evidências de que o Knol recebeu tratamento favorável. Muitas das páginas do site que aparecem nos primeiros resultados no Google também aparecem em alta no Yahoo. (As panquecas do Knol? Número 4 na busca do Yahoo).

O Google vem insistindo há tempos que não tem planos para possuir ou criar conteúdo, e que é amigo, e não rival, das empresas de mídia. A ferramenta de busca do Google envia inúmeros usuários para as portas digitais de milhares de companhias de mídia, muitas das quais depende de fato do Google para colocar anúncios em seus sites. “Nossa visão continua sendo de ser os melhores condutores que podemos ser, conectando pessoas entre o que quer que seja sua pesquisa e a resposta para o que elas procuram”, disse Stricker. “Por essa razão, nós não estamos interessados em possuir ou criar conteúdo.”

O Knol é apenas uma ferramenta para que os outros criem e publiquem informações, e, uma vez que o fizerem, disse Stricker, “nosso trabalho é organizar essa informação”. O Google não possui copyrights para o conteúdo do Knol, e esse site não levará o logo do Google, afirmou.

O Knol não é a primeira iniciativa do Google para hospedar conteúdo. A companhia possui há muito tempo o Blogger, um dos mais populares serviços de blogs. Ela está digitalizando milhões de livros, que disponibiliza através de seu serviço de busca. A empresa também possui os arquivos do Usenet, uma popular coleção online de fóruns de discussão que precedem a internet. Além disso, o Google também carrega algumas notícias da Associated Press no Google News, e publica informações dos mercados financeiros através do Google Finance. E, claro, o Google possuiu o YouTube, um dos maiores sites de mídia da web.

Os críticos dizem que cada nova iniciativa do Google nessa área levanta mais dúvidas sobre as alegações da companhia de que não é uma empresa de mídia. ” O Google pode dizer que não está no mercado de conteúdo, mas se eles estão pagando as pessoas e distribuindo e arquivando seu trabalho, está ficando mais difícil de acreditar”, disse Jason Calacanis, chefe-executivo da Mahalo, uma ferramenta de busca que depende de editores para criar páginas sobre uma variedade de conteúdos. “Eles estão competindo por talento, por publicidade e por usuários” com os sites de conteúdo, disse.

Outas companhias de mídia, como a WebMD, já começaram a postar seu conteúdo no Knol. “Nós participamos do Knol como um teste, assim como fizemos com outras ofertas similares”, disse Jennifer Newman, uma porta-voz da WebMD, por e-mail.

Wenda, da Martha Stewart, afirmou que chegou a considerar postar conteúdo no Knol, mas decidiu não fazê-lo. “Você vai continuar construindo os negócios deles se fizer isso, ao invés de construir o seu próprio”, disse.