O logotipo da Coca-Cola: uma história de 1886 até hoje

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

O logotipo da Coca-Cola dispensa muitas apresentações. A Coca-Cola Company e seu principal refrigerante possuem uma das identidades de marca mais conhecidas do mundo, com suas cores vermelha e branca e fonte escrita cobrindo sinalização e prateleiras de lojas em quase todos os lugares.

E o que é especialmente notável no logotipo da Coca-Cola é o seu poder de permanência. Ao longo de 130 anos de história, o logotipo da Coca-Cola não mudou muito. Originalmente, era basicamente um logotipo de sua época – observe os logotipos da época e você encontrará muitos designs de scripts fluidos – incluindo o primeiro logotipo da Pepsi, apenas alguns anos depois.

Mas enquanto muitas outras marcas duradouras optaram por simplificar e modernizar o design dos seus logótipos, o logótipo da Coca-Cola contrariou a tendência. Observe o logotipo da Coca-Cola de 1887 e, embora a cor vermelha ainda não tenha sido introduzida e a escrita Spenceriana não seja exatamente a mesma, é tão reconhecível quanto o logotipo da Coca-Cola de hoje. No entanto, houve alguns ajustes e mudanças temporárias ao longo do caminho.

Coca-Cola logo história: 1886

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

Inventada em 1886 por John Pemberton, a Coca-Cola começou como a Coca-Cola Francesa de Pemberton. No entanto, em resposta às leis de proibição, uma versão não alcoólica foi desenvolvida e um novo nome foi criado pelo sócio de Pemberton, Frank Mason Robinson.

Robinson teve a presciência de ver que dois Cs se destacariam na publicidade, e assim nasceu a Coca-Cola. Os primeiros anúncios mostram o nome escrito em uma fonte serif simples. Com ponto final.

Coca-Cola logo história: 1887

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

Foi também Robinson quem teve a ideia de criar um logotipo baseado na escrita spenceriana, um estilo de escrita fluido que foi amplamente utilizado nos EUA para correspondência formal antes da adoção da máquina de escrever – até o início da década de 1920. Ele queria um estilo dramático e sua proposta foi adotada por unanimidade. 

O roteiro da Coca-Cola foi ajustado com bastante regularidade naqueles primeiros anos, e os materiais publicitários mostram muitas variações, mas esta versão inicial não é tão diferente do logotipo da Coca-Cola que conhecemos hoje, com o swash levando ao primeiro ‘o ‘a diferença mais óbvia à primeira vista.

História do logotipo da Coca-Cola: 1889 e 1890

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

Mesmo tão cedo, a Coca-Cola gostava de misturar as coisas de vez em quando com mudanças atraentes. Em 1889, fez experiências com letras separadas, losangos e caudas alongadas que chamaram ainda mais atenção para os dois Cs. E em 1890, ele pegou a onda Art Nouveau com o logotipo da Coca-Cola mais radicalmente diferente que vimos até hoje, com redemoinhos elegantes e o que quase parece uma notação musical. Mas parece que esse design foi utilizado apenas uma vez, no primeiro calendário da empresa.

Coca-Cola logo história: 1891

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

A paleta de cores da Coca-Cola é tão famosa quanto o próprio logotipo, e não demoraria muito para que o vermelho fosse introduzido. Já em 1891, há exemplos do logotipo da escrita Spenceriana em vermelho sobre fundo branco. A escrita ainda não é exatamente a que conhecemos hoje – as letras são mais altas e retas, mas já é instantaneamente reconhecível.

Coca-Cola logo história: 1893

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

Na década de 1890, as palavras “marca registrada” foram adicionadas à cauda do “C” da Coca depois que o logotipo foi registrado no Escritório de Patentes dos EUA. Observe que o roteiro está mais próximo de sua forma original – e do logotipo da Coca-Cola que conhecemos hoje.

História do logotipo da Coca-Cola: 1941 em diante

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

Em 1941, a Coca-Cola decidiu qual seria a forma definitiva de seu logotipo escrito. Esse swash inicial foi removido do ‘o’ em ‘Coca’, as letras assumiram uma inclinação mais diagonal e geralmente um equilíbrio maior foi alcançado aprimorando o tamanho e o peso de cada letra – deixando cair aquele terminal de lágrima enorme no ‘C inicial ‘, exemplo. 

As informações da marca registrada também foram retiradas do próprio logotipo. Em vez disso, seria escrito abaixo nas várias aplicações do logotipo e, eventualmente, assumiria a forma de um R no final do logotipo.

Coca-Cola logo história: 1958

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

A Coca-Cola logo começou a experimentar diferentes origens e aplicações para seu logotipo. Na década de 1940, o logotipo da Coca-Cola era frequentemente usado em um disco ou botão vermelho em publicidade, inclusive em sinalização externa. No final dos anos 50, um formato arciforme de peixe era usado para publicidade, sinalização e máquinas de venda automática.

Coca-Cola logo história: 1969

LOGOTIPO DA COCA-COLA

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

A próxima evolução do logotipo da Coca-Cola foi a introdução da onda branca, tecnicamente conhecida como “Dispositivo de Fita Dinâmica”. Ainda usada hoje, a onda foi introduzida no que ficou conhecido como o clássico Arden Square, em homenagem à empresária de cosméticos Elizabeth Arden. O quadrado também adicionou a palavra ‘Aproveite’, substituindo o anterior ‘Bebida’ que vinha sendo usado nos anúncios. Uma palavra simples que se tornou uma parte reconhecível da marca Coca-Cola durante anos.

História do logotipo da Coca-Cola: a atualização de 1987

Logotipo da coca-cola

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

Esse “dispositivo de fita dinâmica” tornou-se mais dinâmico do que talvez fosse originalmente pretendido, sendo a fonte de muitas das mudanças mais notáveis ​​nas aplicações do logotipo da Coca-Cola desde a sua introdução. Em 1987, a onda fluiu através do roteiro da Coca-Cola, e uma sombra cinza foi adicionada para dar uma impressão de profundidade.

Coca-Cola logo história: 2003

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

A onda ganhou ainda mais destaque com o lançamento da campanha “Coca-Cola… Real” em 2023. Desta vez a fita optou por um look positivamente maximalista, acrescentando mais linhas, vermelho escuro, um choque de amarelo e algumas bolhas .

História do logotipo da Coca-Cola: o logotipo do abraço da Coca-Cola

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

Outra nova variação do logotipo da Coca-Cola foi lançada em 2021 para a campanha ‘Real Magic’. Inspirado na forma como o logotipo da Coca-Cola aparece nas garrafas e no formato das pessoas se abraçando, o abraço da Coca-Cola pretendia abranger “momentos de magia” genuínos nas comunicações da Coca-Cola. Ah.

O logotipo da Coca-Cola hoje

(Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

O logotipo da Coca-Cola usado hoje não é muito diferente do logotipo introduzido em 1887. O roteiro, que passou por ajustes regulares nos primeiros dias, agora é o mesmo há décadas, e a onda branca introduzida em 1969 foi também resistiu – novamente com sua forma mudando ligeiramente. Depois de experiências com cores, agora é uma fita branca mais simples.

O logotipo da Coca-Cola é um exemplo incrível de como um logotipo pode resistir às mudanças na moda e nas exigências ao longo dos anos. Existem muitas marcas muito jovens que mudaram seus logotipos de forma mais radical em um espaço de tempo muito mais curto. 

Fonte: CreativeBloq

Veja também, nosso artigo com a história do logotipo da Apple.

 




A História do Logotipo da Apple

O primeiro logotipo da Apple não era nada parecido com a Apple.

(Crédito da imagem: Apple)

Hoje, o logotipo da Apple reflete perfeitamente tudo o que associamos à Apple. É limpo, minimalista e de alguma forma parece moderno e premium, apesar de apenas mostrar uma fruta comum com uma mordida. Mas nem sempre foi assim. 
O logotipo da Apple não sofreu muitas mudanças em sua época, mas quando mudou, a transformação foi grande.

A Apple nasceu em abril de 1976, e o primeiro logotipo da Apple era… bem, nada parecido com a Apple que conhecemos hoje. Na verdade, é o completo oposto do que associamos ao gigante tecnológico de Cupertino: exigente e positivamente antiquado, talvez até do século XIX na sua aparência. Continue lendo para descobrir a fascinante história do logotipo da Apple, desde a década de 1970 até hoje. E para obter mais inspiração de logotipos, confira nosso resumo dos 36 logotipos mais famosos do mundo.

A história do logotipo da Apple: 1976

(Crédito da imagem: Apple)

Aquele é Steve Jobs reclinado debaixo de uma árvore? Claro que não. É Issac Newton, esperando que a teoria da gravidade o atinja, literalmente. O primeiro logotipo da Apple parece mais o logotipo de uma livraria antiga ou mesmo de um pub do que de uma empresa de tecnologia líder mundial. ‘Apple Computing Co’ aparece em letras maiúsculas em uma fita enrolada no que parece ser uma gravura do famoso físico inglês. 

É do momento Apple de Newton que a Apple tirou seu nome? Parece que não. Jobs disse em uma entrevista coletiva em 1981 que simplesmente gostava de maçãs, então parece que a conexão com Newton foi mais uma reflexão tardia. O logotipo foi desenhado pelo empresário de caça-níqueis Ronald Wayne, que deixou a Apple poucos dias após a fundação da empresa. O design de seu logotipo não durou muito mais.

A história do logotipo da Apple: 1977

(Crédito da imagem: Apple)

Apenas um ano depois, os fundadores restantes da Apple, Steve Jobs e Steve Wozniak, decidiram sabiamente que precisavam de um logotipo com aparência mais moderna para sua nova empresa. Imagine tentar reduzir o logotipo original para colocá-lo em uma máquina. Jobs contratou o designer gráfico Rob Janoff para a tarefa e, em duas semanas, o processo de lançamento do primeiro computador pessoal da Apple, o Apple II, foi concluído, em abril de 1977.

O design de Janoff foi notável pela sua simplicidade. Uma maçã 2D com uma mordida. Isso por si só pode ter parecido um pouco minimalista para a época, mas a Apple recebeu sua famosa coloração arco-íris, fazendo com que ela realmente se destacasse entre as marcas da época. 

A marca da mordida na maçã foi uma homenagem a Alan Turing, que se matou comendo uma maçã envenenada? Não, esse é um daqueles logotipos de lendas urbanas. O motivo da mordida foi para deixar claro que a fruta é uma maçã, pois sem nenhuma referência que nos ajudasse a avaliar a proporção, poderia facilmente ser uma cereja. A mordida também permitiu que a palavra ‘maçã’ fosse inicialmente colocada dentro do espaço da Maçã.

A história do logotipo da Apple: 1984

(Crédito da imagem: Apple)

O logotipo sofreu um pequeno ajuste em 1984, quando Landor & Associates foi contratado antes do lançamento do Macintosh. A Apple ganhou uma nova fonte, mas o logotipo agora era frequentemente usado sem o nome. As cores e a forma também foram um pouco ajustadas. Este design foi usado durante o período pós-Steve Jobs, inclusive na hilária linha de roupas da Apple de 1986 e até o lançamento da campanha ‘Pense diferente’ em 1997.

A história do logotipo da Apple: 1998

 

(Crédito da imagem: Apple)

Em 1997, Steve Jobs voltou para uma empresa que estava em dificuldades. Sua solução foi posicionar a Apple como uma marca de luxo, e isso exigiu alguns ajustes no logotipo. As cores brilhantes do arco-íris foram abandonadas por uma maçã preta sólida, e o formato do logotipo também foi aprimorado, tornando-se um pouco mais fino. 

Houve algumas variações. Uma versão azul translúcida do logotipo também foi desenvolvida, refletindo a cor do Bondi Blue do novo iMac , e um logotipo aqua Apple brilhante do novo milênio levemente em relevo apresentado no Apple MacOS X Cheetah em 2001.

O logotipo da Apple hoje

Logotipo da apple

(Crédito da imagem: Apple)

O logotipo da Apple permanece muito semelhante hoje. É utilizado nas cores preto, branco e cinza (ou prata) dependendo da aplicação. O logotipo cinza da Apple é usado no site da Apple e na loja da Apple como favicon, e é próximo o suficiente do prata para dar uma aparência premium e refletir a aparência metálica do logotipo conforme aparece nos dispositivos.

O logotipo é um sucesso por vários motivos. É simples, mas reconhecível e memorável, e representa o nome da empresa de forma literal, ao mesmo tempo que é abstrato o suficiente para parecer que faz sentido para o que a empresa faz. A sensação elegante do logotipo também captura perfeitamente o foco da Apple no design minimalista, mas de alta qualidade.

 




Os 10 melhores logotipos de todos os tempos

Os melhores logotipos são aqueles que realmente resistiram ao teste do tempo. Além de serem distintos e memoráveis, muitas vezes com significados e mensagens ocultas, muitos já existem há décadas. Isso certamente se aplica aos nossos 10 melhores logotipos de todos os tempos.

(Crédito da imagem: Apple)

Logotipos icônicos como esses são uma grande fonte de inspiração para quem trabalha com design, branding ou publicidade. Para obter mais dicas sobre como criar uma marca que se destaque, explore nossas dicas sobre como criar um logotipo e onde encontrar a melhor inspiração para design de logotipo .

Os melhores logotipos de todos os tempos

Abaixo escolhemos 10 dos melhores logotipos de todos os tempos. É claro que a seleção é parcialmente subjetiva, mas todos esses logotipos são instantaneamente reconhecíveis, na maioria dos casos em todo o mundo, e são designs de logotipo que duraram muito tempo.

Para alcançar um design de logotipo icônico, exploraremos um pouco sobre como eles foram feitos e consideraremos porque funcionam tão bem, seja por causa de seus símbolos icônicos até uma tipografia brilhante. Alguns destes designs foram ligeiramente ajustados ao longo dos anos, mas ainda mantêm a sua forma geral, e por uma boa razão, porque estes designs tornaram-se enraizados na nossa consciência cultural.

  1. O logotipo da Starbucks

O logotipo da Starbuck deve ser o logotipo mais icônico de uma rede de café (Crédito da imagem: Starbucks)

Você não precisa amar a Starbucks para saber que seu icônico logotipo é extremamente eficaz. O design da sereia é único e as suas linhas arrojadas, fluidez e utilização de uma cor única e distinta tornaram-no num símbolo instantaneamente reconhecível – e num canto de sereia sedutor para os amantes da cafeína em cerca de 84 países em todo o mundo.

Lançada em 1971, a empresa recebeu o nome de Starbuck, o primeiro imediato do romance Moby Dick, de Herman Melville. O designer do logotipo original, Terry Heckler, investigou essa influência marítima e inspirou-se em uma xilogravura nórdica do século XVI de uma sereia de duas caudas. A figura foi reformulada várias vezes desde então, mas esses ajustes envolveram em grande parte o aprimoramento e a simplificação do design. O design não é perfeitamente simétrico, e isso é proposital (leia a história sobre o segredo do logotipo da Starbucks para saber mais sobre isso). 

  1. O logotipo I Love New York

Milton Glaser desenhou o logotipo I Love New York na traseira de um táxi em 1977

O logotipo I Love New York foi desenhado por Milton Glaser em 1977 e desde então se tornou onipresente em camisetas, adesivos, pôsteres, canecas e outros produtos em todo o mundo. Consiste na letra I maiúscula, seguida por um símbolo de coração vermelho, empilhado acima das letras maiúsculas N e Y, definido na fonte serifada arredondada da American Typewriter. 

O poder deste logotipo vem de sua simplicidade, uma característica que emula lindamente a abordagem direta e direta comumente associada à população de Nova York. O esboço inicial de Glaser foi feito em um táxi, que não poderia ser mais Nova York. E embora ele nunca tenha ganhado um centavo pelo design, isso não importava, porque era seu presente para uma cidade que ele amava. 

Vários anos antes de morrer em 2020, Milton Glaser disse-nos numa entrevista: “Nova Iorque não é a mais bela das cidades. Ela muda o tempo todo. Não é uma cidade que impõe a sua visão às pessoas que chegam; elas impõem sua visão aqui.

“Tudo está em aberto, tudo está em jogo, tudo está para ser questionado”, acrescentou. “Esse aspecto de não aceitar nada como sendo a verdade última ou definitiva parece-me uma fonte de grande vitalidade, energia e opções para as pessoas. Tudo pode acontecer aqui.”

O logotipo é popular entre os próprios nova-iorquinos, o que é parte do motivo pelo qual um logotipo atualizado ‘nós amamos NYC’ criado para uma campanha de 2023 gerou tantas críticas.

  1. O logotipo do metrô de Londres

Este logotipo de 1919 continua sendo a base para o logotipo contemporâneo do metrô de Londres

O logotipo do metrô de Londres não poderia ser mais simples. O tipo branco se destaca contra uma barra azul, todo executado em um círculo vermelho com traços grossos, simples, mas instantaneamente reconhecível. Marcando ônibus, estações e metrôs na capital da Inglaterra, tornou-se um símbolo da cidade que a criou.

Projetado por Edward Johnston em 1919, o design é tão distinto que os esforços para alterá-lo geralmente envolvem pequenos ajustes que apenas o par mais astuto de olhos criativos notaria, como o redesenho sutil de 2016 da fonte do logotipo .

Em seu livro A Logo for London , David Lawrence traça a história do letreiro mais duradouro de Londres, tentando definir o apelo duradouro do logotipo. “O logótipo é suficientemente abstrato e, no entanto, tão amplamente reproduzido que representa muitas coisas para muitas pessoas – cidade, transporte, cultura, lugar, um sistema unificado, design moderno. É isto que a torna uma marca flexível e duradoura”, diz ele. Nunca saiu de moda, acrescenta, “porque, na pior das hipóteses, fica incansavelmente em segundo plano, dizendo-nos onde pegar um ônibus ou trem”.

  1. O logotipo da Cruz Vermelha

O emblema da cruz vermelha precisa ser fácil de reconhecer e reproduzir

O emblema da Cruz Vermelha, uma cruz com braços de igual comprimento sobre fundo branco, é um dos símbolos mais reconhecidos no mundo. O seu design não poderia ser mais econômico, permitindo-lhe transmitir o seu significado – de neutralidade e protecção – da forma mais eficaz.

Foi introduzido em 1876, juntamente com o crescente vermelho (usado pela primeira vez pelos soldados do Império Otomano em 1876, porque a cruz os lembrava dos cruzados da Idade Média). Desde então, esses símbolos foram reconhecidos em todo o mundo. Desde 2005, um terceiro emblema foi adicionado, o Cristal Vermelho. Todos os três emblemas têm o mesmo significado e status. 

Embora a cruz deva sempre ter braços de comprimento igual e ser mostrada sobre fundo branco, não há especificação exata do vermelho. Isso torna mais fácil para as pessoas exibi-lo quando os materiais para criar o design perfeito podem não estar disponíveis. 

  1. O logotipo da Apple

Rob Janoff, Regis McKenna, 1977

O logotipo inicial da Apple era um desenho sofisticado de Isaac Newton. Steve Jobs sabia que isso nunca funcionaria e encomendou uma nova marca no ano seguinte, que foi desenhada por Rob Janoff . Desde então, o formato da maçã permaneceu o mesmo, com exceção de alguns ajustes geométricos para a atualização de 1998 e a mudança de listras coloridas para uma silhueta sólida. 

O logotipo continua sendo um elemento importante na história de sucesso global da Apple desde o seu início. Experimente assistir a um programa de TV ou filme em que alguém use um telefone ou laptop e você verá o que queremos dizer. Portanto, talvez seja surpreendente que o design original do logotipo tenha sido um pouco desleixado. 

“Eu não tive muitas instruções, quando penso nisso”, Janoff nos disse em 2019. “Foram algumas palavras de Steve Jobs, que foram: ‘Não torne isso fofo’. Acho que ele estava se referindo principalmente à tipografia.” 

Então, qual foi o conceito que ele escolheu? “Quando você dá uma mordida em uma maçã, ela fica com o formato de uma mordida, não desmorona como um pêssego faria”, explicou ele. “Era para fazer com que parecesse mais com uma maçã e dar-lhe escala – porque a boca das pessoas tem um certo tamanho e uma maçã tem um certo tamanho, e a mordida seria uma relação de tamanho.

“Nunca fiz isso antes ou nunca mais, mas tinha tanta certeza sobre esse design que havia apenas uma versão”, acrescenta. “No entanto, tínhamos um no bolso de trás, que era a maçã sem a mordida, caso eles achassem que era fofo demais. Isso nunca foi mostrado.” Para obter mais detalhes, leia os fatos sobre o logotipo da Apple e nosso artigo sobre a história do logotipo da Apple. .

  1. O logotipo da Nike

Carolyn Davidson projetou este logotipo em 1971 por apenas US$ 35

O emblema da Nike é a prova de que as ideias mais simples são muitas vezes as melhores. A marca de seleção ou swoosh foi desenhada pela estudante de Portland Carolyn Davidson em 1971, pela qual ela recebeu a quantia nada principesca de US$ 35. De acordo com o site da Nike, ao ver pela primeira vez o design de Davidson, o fundador Phillip Knight disse: “Não adoro, mas vai crescer em mim”. Sua previsão se mostrou correta e, em 1983, ele deu a Davidson um anel de ouro incrustado com um diamante e um envelope contendo ações da Nike. 

O logotipo transmite positividade, mas esse não era o conceito inicial: na verdade, é o contorno da asa da deusa Nike, que personificava a vitória. Davidson revelou mais tarde que queria transmitir movimento, acrescentando que Phillip Knight ficou impressionado com as listras dos rivais Adidas, então houve uma influência aí também. O logotipo foi posteriormente registrado como marca comercial e, com exceção de alguns ajustes nas letras da Nike, permaneceu inalterado desde então.

  1. O logotipo da Shell

O logotipo da Shell desenhado por Raymond Loewy em 1971

Desde que apareceu pela primeira vez em 1901, o logotipo da Shell passou de uma representação realista de uma pecten, ou concha de vieira, para a forma simplificada e ousada de hoje. As cores vermelha e amarela foram adicionadas em 1915, aparecendo pela primeira vez nos postos de gasolina da Califórnia. Esses tons marcantes não apenas ajudaram o logotipo a se destacar, mas também são as cores da Espanha, onde nasceram muitos dos primeiros colonos californianos.

Foi o designer francês Raymond Loewy quem, em 1971, desenhou o design que conhecemos hoje, que desde então recebeu apenas pequenos ajustes. Ele simplificou o logotipo para torná-lo mais reconhecível e ousado à distância; essencial quando seu logotipo é colocado principalmente na beira de uma estrada, com o trânsito passando em alta velocidade. 

  1. O logotipo do McDonald’s

O logotipo dos arcos dourados do McDonald’s (Crédito da imagem: McDonald’s)

A gigante do fast food McDonalds atende mais de 69 milhões de clientes diariamente em mais de 100 países. E qualquer que seja a língua que falem, todos podem reconhecer instantaneamente o seu famoso logotipo dos “arcos dourados”. 

O início do logotipo começou em 1952, quando os irmãos McDonald pediram ao arquiteto Stanley Meston para projetar sua primeira loja franqueada, em Phoenix, Arizona. O signatário George Dexter foi contratado para projetar dois arcos amarelos gigantes que foram adicionados em ambos os lados do edifício. 

No entanto, só uma década depois, depois de Ray Kroc ter assumido o negócio, é que estes arcos foram combinados num ‘M’ para formar o seu novo logótipo corporativo. A versão atual recebeu uma marca registrada nos EUA em 1968 e continua a funcionar como um farol para consumidores famintos em todo o mundo.

O logotipo também passou a simbolizar a globalização num sentido mais amplo, tanto por apoiantes como por manifestantes contra o capitalismo. Até inspirou uma coluna de opinião irônica no New York Times em 1996, chamada Teoria dos Arcos Dourados de Prevenção de Conflitos. Isto afirmava que “Nenhum país com um McDonald’s jamais travou uma guerra um contra o outro.” Infelizmente, porém, a invasão da Ucrânia pela Rússia colocou desde então essa teoria fora de prática.

  1. O logotipo da Coca-Cola

O logotipo da Coca-Cola é um dos designs de marca mais reconhecidos internacionalmente (Crédito da imagem: The Coca-Cola Company)

O logotipo manuscrito da Coca-Cola é o mais antigo da nossa lista, datando de 8 de maio de 1886, quando foi criado pelo contador do proprietário John Pemberton, Frank Mason Robinson. Você pode ver sua evolução completa passo a passo em nosso artigo sobre a história do logotipo da Coca-Cola . Mas a versão resumida é que ela permaneceu praticamente inalterada desde então, atraindo apenas pequenos ajustes e uma mudança de cor (de preto para vermelho) ao longo do caminho.  

Isso é bastante surpreendente, considerando quantas marcas nominativas elegantes e cursivas não conseguiram sobreviver à determinação do século 21 de transformar cada logotipo em um minimalista, sem serifa, que parece comparar toda marca moderna a uma empresa de tecnologia. E, no entanto, qualquer CEO que mudasse significativamente esta situação estaria provavelmente a cometer suicídio comercial. 

A fonte distinta e o icônico esquema de cores vermelho e branco não são apenas reconhecíveis globalmente. Eles também são elegantes e acessíveis, transmitindo uma sensação de nostalgia e atemporalidade que ajudou a estabelecer a identidade da marca Coca-Cola ao longo dos anos. Até a cor vermelha é importante, pois significa paixão, entusiasmo e energia; todas as emoções que a Coca-Cola pretende evocar em seus consumidores.

  1. O logotipo da FedEx

Os 10 melhores logotipos de todos os tempos

Este logotipo introduziu uma mudança de nome, bem como um novo visual (Crédito da imagem: FedEx)

Portanto, o logotipo da FedEx talvez não seja tão reconhecido internacionalmente como alguns dos designs de logotipo anteriores da nossa lista, mas seu uso simples, mas inteligente, de espaços em branco o tornou verdadeiramente icônico. Criado pela Landor Associates em 1994, o logotipo da FedEx usa espaços negativos para incorporar o que a empresa faz – mover cartas, caixas e frete de A para B. (Caso você nunca tenha notado, há uma seta escondida aninhada entre E e o X.) 

O design ganhou mais de 40 prêmios de design e, embora tenha sido lançado em 1994, ainda é um daqueles logotipos que nunca queremos ver alterados . Então, como foi criado um logotipo tão icônico? Bem, Lindon Líder , que era diretor sênior de design da Landor na época, explica que a pesquisa revelou que os clientes conheciam a marca, mas geralmente não tinham conhecimento do escopo global e das capacidades de serviço completo da Federal Express.

“Os clientes passaram a dizer ‘FedEx um pacote’ mesmo quando usavam outros transportadores”, lembra ele. “Assim, o processo de remessa expressa tornou-se genérico. Informamos que a empresa precisava alavancar seu ativo mais valioso, que é a marca FedEx.”

O processo envolveu uma mudança de nome. “Numa escala internacional, ‘federal’ tinha algumas conotações negativas em certas partes do mundo – Federalistas na América Latina; República Federal da Alemanha”, acrescenta Leader. “Essa foi uma das razões pelas quais a mudança para o nome FedEx seria muito mais comunicativa para eles.”

Leia também: Conscientização da marca x brand equity: entenda as diferenças

 

Fonte: CreativeBloq

 




Os 10 principais motivos para reformular a marca de sua empresa

Rebranding: quando é hora de reformular a marca da sua empresa?

Uma empresa muda com o tempo.

Novos serviços aparecem, o público se transforma, a concorrência muda, a empresa cresce e aquilo que fazia sentido alguns anos atrás pode deixar de representar o negócio atual.

A marca precisa acompanhar essa evolução. Mas isso não significa redesenhá-la sempre que surge uma tendência ou quando o proprietário simplesmente se cansa do logotipo.

Um rebranding faz sentido quando existe uma diferença relevante entre aquilo que a empresa se tornou e aquilo que sua marca ainda comunica.

Em alguns casos, basta atualizar determinados elementos da identidade visual. Em outros, a mudança é mais profunda e envolve posicionamento, mensagens, nome, identidade e a própria maneira como a empresa se apresenta ao mercado.

Saber distinguir essas situações é mais importante do que simplesmente decidir que “está na hora de mudar”.

O que é rebranding?

Rebranding é o processo de revisão e reformulação de uma marca.

Ele pode envolver diferentes níveis de mudança.

Às vezes, a estratégia e o posicionamento continuam adequados, mas a identidade visual precisa evoluir. Em outros casos, a própria empresa mudou: atende outro público, oferece outros serviços ou deseja ocupar uma posição diferente no mercado.

Nessas situações, o trabalho pode envolver posicionamento, proposta de valor, nome, linguagem, identidade visual, comunicação e experiência.

Por isso, rebranding não é sinônimo de trocar o logotipo.

O novo logotipo pode ser a parte mais visível da mudança, mas deveria ser consequência de uma razão anterior.

Rebranding ou apenas atualização da identidade visual?

Nem toda mudança precisa ser tratada como uma reconstrução completa da marca.

Uma empresa pode manter seu posicionamento, seu nome e boa parte do reconhecimento conquistado, atualizando apenas alguns elementos da identidade.

Isso pode envolver redesenhar o logotipo, rever cores, modernizar a tipografia, criar um sistema gráfico mais completo ou melhorar aplicações digitais.

Em outros casos, existe uma mudança estratégica.

A empresa deixou de atuar como antes. Seu público mudou. Houve uma fusão. O posicionamento precisa ser revisto. O nome deixou de fazer sentido.

Nesse cenário, uma intervenção mais profunda pode ser necessária.

Antes de começar, portanto, vale perguntar:

O problema está na aparência da marca ou naquilo que ela representa?

A resposta muda bastante o tamanho do projeto.

Quando considerar um rebranding?

Não existe uma regra dizendo que uma marca deve ser reformulada depois de cinco, dez ou vinte anos.

Existem identidades antigas que continuam funcionando muito bem. Outras deixam de atender às necessidades da empresa relativamente cedo.

O tempo, sozinho, não deveria determinar a mudança.

Alguns sinais, entretanto, merecem atenção.

reformular a marca de sua empresa

A empresa mudou, mas a marca ficou no passado

Esse talvez seja um dos motivos mais sólidos para considerar um rebranding.

Imagine uma pequena empresa que começou oferecendo um único serviço para um mercado local. Com o passar dos anos, ampliou sua atuação, desenvolveu novas especialidades, passou a atender empresas maiores e mudou completamente sua estrutura.

A identidade criada no início pode continuar transmitindo a imagem daquele pequeno negócio original.

Não existe necessariamente algo errado com ela. Simplesmente pode não representar mais a empresa que existe hoje.

Quando essa distância começa a interferir na maneira como o negócio é percebido, vale avaliar uma atualização.

O posicionamento da empresa mudou

Empresas também mudam a posição que pretendem ocupar no mercado.

Um negócio inicialmente orientado por preço pode passar a competir por especialização.

Uma empresa generalista pode decidir concentrar-se em um nicho.

Um serviço voltado principalmente ao consumidor pode migrar para clientes empresariais.

Quando o posicionamento muda, a marca precisa ser analisada porque foi construída para comunicar outra realidade.

Isso não significa necessariamente descartar tudo o que existia.

O desafio está em descobrir o que ainda possui valor e o que passou a trabalhar contra a nova direção.

Você está atraindo o público errado

Às vezes a empresa recebe procura, mas não das pessoas que gostaria de atender.

Isso pode acontecer por diversos motivos: preço, oferta, canais de divulgação, mensagens, posicionamento ou percepção.

A marca é uma das variáveis que precisam ser investigadas.

Se uma empresa deseja trabalhar com projetos mais especializados, por exemplo, mas continua se apresentando como uma opção genérica e de baixo custo, existe uma contradição.

Um rebranding pode ajudar quando essa mudança faz parte de uma decisão real do negócio.

O importante é não atribuir automaticamente à identidade um problema que pode estar em outro lugar.

A identidade visual não funciona mais

Existem identidades que simplesmente não acompanham as necessidades de uso da empresa.

Talvez tenham sido criadas quando a maior parte da comunicação era impressa e hoje precisem funcionar principalmente em telas.

O logotipo pode apresentar problemas em tamanhos pequenos.

Pode não existir uma versão adequada para redes sociais.

A paleta pode ter pouco contraste.

A empresa pode precisar de muito mais aplicações do que aquelas previstas originalmente.

Também é comum encontrar identidades reduzidas a um logotipo, sem tipografia, sistema gráfico, tratamento de imagens ou regras capazes de manter alguma consistência.

Nesse caso, talvez a marca não precise ser reinventada.

Pode precisar apenas de um sistema visual melhor desenvolvido.

A empresa parece igual aos concorrentes

Alguns mercados desenvolvem códigos visuais muito fortes.

Isso ajuda o público a reconhecer determinada categoria, mas também pode produzir dezenas de empresas parecidas.

Os mesmos símbolos.

As mesmas cores.

As mesmas fotografias.

As mesmas frases.

Quando uma empresa não consegue ser distinguida visualmente ou verbalmente de seus concorrentes, vale investigar se sua identidade está ajudando ou dificultando a diferenciação.

A solução não é necessariamente fazer o oposto de todo mundo.

Certas convenções possuem função.

O trabalho está em encontrar espaço suficiente para que a empresa seja reconhecida como parte daquele mercado sem desaparecer dentro dele.

A identidade se tornou inconsistente

Esse problema aparece com frequência em empresas que cresceram sem uma gestão clara da identidade.

Um departamento utiliza determinado logotipo.

Outro possui uma versão diferente.

As redes sociais seguem um estilo.

O website segue outro.

Apresentações comerciais utilizam fontes e cores que não aparecem em nenhum outro lugar.

Com o tempo, a empresa acumula tantas variações que já não existe um sistema claro.

Nessa situação, talvez não seja necessário um rebranding completo.

Uma revisão da identidade, acompanhada de organização dos elementos e de boas diretrizes de utilização, pode resolver grande parte do problema.

Antes de redesenhar, portanto, vale descobrir se a identidade realmente deixou de funcionar ou se simplesmente nunca foi organizada adequadamente.

Houve uma fusão, aquisição ou mudança estrutural

Fusões e aquisições criam questões que vão muito além da aparência.

Qual nome permanecerá?

As marcas continuarão independentes?

Uma delas será absorvida?

Será criada uma terceira marca?

Como aproveitar o reconhecimento que já existe?

Como explicar a mudança para clientes e funcionários?

Nesses casos, o rebranding pode fazer parte de uma reorganização maior da arquitetura de marca.

Uma decisão precipitada pode jogar fora reconhecimento construído durante anos. Por outro lado, tentar preservar tudo pode resultar em uma identidade confusa.

É um dos cenários em que pesquisa e planejamento se tornam especialmente importantes.

O nome da empresa deixou de fazer sentido

Às vezes, o problema começa antes do logotipo.

O nome pode estar ligado a um produto que já não representa a empresa, a uma região onde ela não atua mais ou a uma característica que deixou de ser relevante.

Também podem existir dificuldades de pronúncia, escrita, registro ou utilização digital.

Mudar um nome estabelecido é uma decisão importante porque envolve reconhecimento, reputação e diversos ativos da empresa.

Mas existem situações em que preservar o nome apenas por hábito cria uma limitação maior do que substituí-lo.

Quando o nome muda, o projeto deixa de ser apenas uma atualização visual e exige um planejamento muito mais cuidadoso da transição.

A percepção existente se tornou um problema

Uma empresa pode carregar associações que já não deseja manter.

Talvez tenha passado por uma crise.

Talvez uma antiga proposta tenha deixado uma percepção incompatível com a empresa atual.

Ou uma marca adquirida tenha significados que não interessam à nova organização.

Um rebranding pode ajudar a sinalizar uma mudança.

Mas existe uma ressalva importante:

mudar nome, logotipo e cores não apaga uma reputação ruim.

Se o problema que produziu aquela reputação continua existindo, mudar a aparência pode ser percebido apenas como tentativa de escondê-lo.

Nesse caso, a mudança de marca precisa acompanhar mudanças reais no negócio.

A empresa está entrando em um novo mercado

Expandir para outra região, outro país, outro segmento ou outro tipo de cliente pode exigir uma revisão da marca.

Nem sempre será necessário modificá-la.

Mas é importante verificar se nome, linguagem, símbolos, cores e posicionamento continuam adequados ao novo contexto.

Uma identidade pode funcionar perfeitamente em determinado mercado e criar problemas culturais, linguísticos ou competitivos em outro.

Quanto maior a mudança de contexto, mais importante se torna fazer essa análise antes da expansão.

A marca não acompanha mais a qualidade do negócio

Esse é um cenário bastante comum em pequenas empresas.

O negócio começou de maneira simples. O próprio proprietário criou um logotipo, montou os primeiros materiais e começou a trabalhar.

Isso era suficiente naquele momento.

Os anos passam, a empresa ganha experiência, melhora seus serviços, atende clientes maiores e aumenta o nível de sua operação.

Mas continua se apresentando visualmente como quando começou.

Quando existe uma diferença muito grande entre a qualidade que a empresa entrega e a qualidade que sua comunicação sugere, atualizar a identidade pode fazer sentido.

Não porque uma aparência mais sofisticada automaticamente produzirá mais vendas, mas porque a apresentação deveria ser compatível com a realidade do negócio.

Queda nas vendas é motivo para fazer rebranding?

Não necessariamente.

Essa é uma associação perigosa.

Vendas podem cair por preço, concorrência, economia, produto, atendimento, distribuição, baixa demanda, marketing, problemas comerciais ou dezenas de outros fatores.

Mudar a marca sem entender o problema pode apenas acrescentar uma despesa sem resolver a causa.

Se a queda estiver relacionada à perda de relevância, posicionamento inadequado ou percepção incompatível com a oferta, o rebranding pode fazer parte da solução.

Mas primeiro vem o diagnóstico.

Rebranding não deveria ser utilizado como tratamento automático para um problema comercial que ainda não foi compreendido.

Rebranding melhora o SEO?

Não por si só.

Essa é uma correção importante em relação à versão anterior deste artigo.

Google não posiciona uma página melhor simplesmente porque uma empresa redesenhou sua marca.

O que pode acontecer é um projeto de rebranding vir acompanhado de mudanças no website: nova arquitetura, conteúdo melhor, melhorias técnicas, experiência mais clara e uma estratégia de busca mais bem estruturada.

Essas mudanças podem influenciar o desempenho orgânico. Mas são melhorias de website e SEO, não um benefício automático do rebranding.

Existe inclusive o risco contrário.

Se durante a mudança a empresa altera domínio, URLs, estrutura do site, nomes de páginas ou conteúdo sem cuidar da migração, pode perder visibilidade orgânica que já havia conquistado.

Por isso, quando um rebranding envolve mudanças importantes no website, SEO precisa fazer parte do planejamento da migração.

URLs antigas podem precisar de redirecionamentos, links internos devem ser atualizados, conteúdos importantes precisam ser preservados ou corretamente substituídos e ferramentas de busca devem conseguir compreender a nova estrutura.

Marca e SEO podem trabalhar juntas, mas são disciplinas diferentes.

Rebranding aumenta as vendas?

Também não existe essa garantia.

Uma marca mais adequada pode melhorar a apresentação, a diferenciação e a clareza da comunicação. Isso pode contribuir para os resultados comerciais.

Mas vendas dependem de muitos outros fatores.

Produto.

Preço.

Mercado.

Distribuição.

Marketing.

Equipe comercial.

Atendimento.

Reputação.

Experiência.

O papel de um projeto de rebranding é colocar a marca em uma condição melhor para representar e apoiar o negócio.

Prometer que trocar a identidade aumentará automaticamente vendas ou receita transforma uma possibilidade em causalidade.

E a fidelidade dos clientes?

Uma mudança bem conduzida pode fortalecer a relação com clientes quando torna a marca mais coerente com aquilo que eles já valorizam na empresa.

Mas também existe risco.

Clientes antigos podem possuir uma relação forte com elementos que a empresa considera ultrapassados.

Aquilo que internamente parece velho pode externamente representar familiaridade e confiança.

É por isso que rebranding não deveria começar assumindo que tudo precisa desaparecer.

Em marcas estabelecidas, uma das perguntas mais importantes é:

O que não devemos perder?

Preservar determinados elementos pode ser tão importante quanto criar novos.

Rebranding também afeta funcionários

Uma mudança de marca não acontece apenas para o público externo.

Funcionários utilizam a identidade, representam a empresa e participam diariamente da experiência associada à marca.

Em mudanças mais profundas, é importante que eles compreendam o que está acontecendo e por quê.

Apresentar uma nova identidade sem explicar a mudança pode produzir internamente a mesma confusão que se pretende eliminar externamente.

Isso é especialmente importante quando o rebranding acompanha fusões, mudanças culturais, reposicionamento ou transformações significativas da organização.

Quando NÃO fazer um rebranding

Saber quando não mudar é tão importante quanto identificar os motivos para mudar.

Você se cansou do logotipo

Você vê a marca todos os dias. Seu cliente, provavelmente, não.

Familiaridade não significa necessariamente desgaste.

Surgiu uma nova tendência de design

Tendências podem inspirar, mas perseguir cada mudança estética cria identidades com vida curta.

Um concorrente mudou a marca

A decisão dele não diz nada, por si só, sobre as necessidades da sua empresa.

As vendas caíram

Antes de redesenhar a marca, descubra por que caíram.

Você quer parecer mais moderno

“Modernizar” só é um objetivo útil quando conseguimos explicar o que isso significa para o negócio e qual problema será resolvido.

A nova diretoria quer deixar sua marca

Trocar uma identidade apenas para simbolizar uma mudança interna pode destruir reconhecimento sem oferecer benefício real ao público.

Rebranding deve responder a um problema ou oportunidade concreta, não apenas ao desejo de mudança.

É necessário mudar tudo?

Quase nunca existe essa obrigação.

Uma das primeiras decisões de um projeto deveria ser identificar quais ativos ainda possuem valor.

Talvez o nome seja forte.

Talvez determinada cor seja reconhecida.

Talvez o símbolo possua uma história importante.

Talvez a identidade visual esteja boa e apenas a comunicação precise mudar.

Rebranding não significa apagar o passado.

Em muitos casos, a solução mais inteligente é evoluir aquilo que já funciona e corrigir aquilo que deixou de funcionar.

Como começar um projeto de rebranding

Antes de abrir um programa de design, vale fazer um diagnóstico.

O que mudou na empresa?

Qual problema estamos tentando resolver?

O público mudou?

O posicionamento mudou?

Como a empresa é percebida atualmente?

O que os clientes reconhecem e valorizam?

Quais elementos ainda funcionam?

Quais estão criando limitações?

Onde a identidade precisa funcionar hoje?

O que aconteceria se não mudássemos nada?

Essas perguntas ajudam a determinar se realmente existe necessidade de rebranding e qual deve ser sua profundidade.

Só depois faz sentido discutir logotipo, cores, tipografia e demais elementos.

O que deve ser preservado durante um rebranding?

Não existe uma resposta única.

Uma empresa nova, com pouco reconhecimento, possui mais liberdade para mudar.

Uma marca consolidada precisa avaliar com muito mais cuidado aquilo que já construiu.

Isso pode incluir nome, símbolos, cores, elementos gráficos, linguagem, produtos, histórias e até determinadas características da experiência.

O objetivo não é preservar tudo por medo.

É evitar jogar fora ativos de marca que continuam cumprindo uma função.

Um bom rebranding precisa olhar para frente sem fingir que a empresa começou ontem.

Rebranding e redesign são a mesma coisa?

Não exatamente.

Um redesign normalmente se concentra na reformulação visual de algo existente. Pode envolver logotipo, identidade visual, embalagem ou website.

Rebranding é um conceito mais amplo e pode envolver mudanças estratégicas na própria marca.

Na prática, os termos às vezes são utilizados de maneira intercambiável, mas a distinção é útil.

Uma empresa pode fazer um redesign da identidade sem alterar seu posicionamento.

Também pode passar por um rebranding profundo que naturalmente resulte em uma nova identidade visual.

Rebranding significa mudar o nome?

Não.

A mudança de nome é uma das possibilidades, mas ocorre apenas quando existem razões suficientes para isso.

Muitos projetos preservam completamente o nome e trabalham posicionamento, identidade visual e comunicação.

Quanto mais reconhecimento o nome possui, maior deve ser o cuidado antes de abandoná-lo.

Um rebranding precisa ser radical?

Também não.

Algumas das melhores reformulações são evoluções.

Elas corrigem problemas, aumentam a flexibilidade e atualizam a identidade sem romper desnecessariamente com aquilo que o público já reconhece.

Em outros casos, a ruptura é justamente o objetivo.

A profundidade da mudança deve vir do diagnóstico, não da vontade de produzir um “antes e depois” impressionante.

Na prática do designer

Quando uma empresa procura um designer dizendo que precisa mudar o logotipo, a primeira questão não deveria ser como será o novo desenho.

Deveria ser:

Por que você quer mudar?

Essa pergunta simples pode alterar completamente o projeto.

Às vezes existe um problema real de identidade.

Em outras situações, o problema está no posicionamento, na falta de consistência, no website, na comunicação ou até em uma expectativa que um novo logotipo jamais conseguiria resolver.

Depois de muitos anos trabalhando com design, considero particularmente importante separar necessidade de mudança de vontade de mudança.

O trabalho profissional não deveria ser convencer toda empresa de que precisa de uma nova identidade.

Em alguns casos, a recomendação correta pode ser preservar boa parte do que existe.

Perguntas frequentes

O que significa fazer um rebranding?

Significa revisar e reformular uma marca para adequá-la a uma nova realidade, posicionamento ou necessidade. Dependendo do projeto, pode envolver estratégia, nome, mensagens, identidade visual e comunicação.

Como saber se minha empresa precisa de rebranding?

Observe se existe uma diferença relevante entre aquilo que sua empresa é hoje e aquilo que sua marca comunica. Mudanças de público, posicionamento, oferta, estrutura ou problemas funcionais da identidade são sinais mais importantes do que simplesmente a idade do logotipo.

Quanto tempo dura uma identidade visual?

Não existe prazo de validade. Uma identidade pode funcionar durante décadas se continuar adequada ao negócio e às suas aplicações.

É possível atualizar uma marca sem mudar o logotipo?

Sim. Dependendo do problema, podem ser atualizados outros elementos da identidade, linguagem, aplicações ou posicionamento sem substituir o logotipo.

Rebranding pode prejudicar uma empresa?

Pode, principalmente quando elimina reconhecimento sem necessidade, confunde clientes ou é mal implementado. Mudanças de domínio e URLs também podem prejudicar SEO quando não existe planejamento de migração.

Uma pequena empresa pode fazer rebranding?

Sim. O tamanho do projeto deve ser proporcional às necessidades do negócio. Uma pequena empresa não precisa reproduzir o processo de uma grande corporação.

Conclusão

Uma marca não precisa mudar apenas porque envelheceu.

Ela precisa mudar quando deixa de cumprir adequadamente sua função.

Talvez a empresa tenha crescido.

Talvez tenha mudado de público.

Talvez esteja entrando em outro mercado.

Talvez sua identidade já não funcione nas aplicações atuais.

Ou talvez o problema não esteja na marca e um rebranding seja completamente desnecessário.

É justamente por isso que um bom projeto começa pelo diagnóstico.

Antes de perguntar “como podemos mudar nossa marca?”, vale responder:

“Por que precisamos mudar?”

Quando essa resposta é clara, fica muito mais fácil decidir o que preservar, o que transformar e até onde a reformulação precisa chegar.

Sua identidade ainda representa a empresa que você tem hoje?

Se sua empresa mudou, mas sua identidade ficou presa a uma fase anterior, pode ser um bom momento para avaliar o que ainda funciona e o que precisa evoluir.

No Estúdio Dürer, um projeto de reformulação começa pela compreensão do negócio e das razões para a mudança antes de qualquer decisão visual.

Entre em contato para conversar sobre a identidade da sua empresa.

Leia também:

Como construir uma marca: estratégia, identidade e consistência — entenda como posicionamento e identidade trabalham juntos.

Como Fazer um Projeto de Identidade Visual — conheça o processo de desenvolvimento de uma identidade.

Por que a Identidade de Marca é Importante? — veja o papel da consistência e do reconhecimento na construção da marca.

Marca, identidade visual e logotipo: qual é a diferença? — entenda os conceitos antes de iniciar uma reformulação.




Como registrar sua marca no INPI

Guiar os leitores passo a passo no cadastro de marca e mostrar como os designers podem agregar valor ao registro

Bem-vindo ao nosso guia completo sobre como registrar sua marca no INPI. Este artigo é um recurso valioso para designers e empreendedores que desejam proteger sua propriedade intelectual.

Primeiro, vamos destacar a importância do registro de marca. Imagine construir uma marca bem-sucedida, apenas para ver outra empresa aproveitando-se de sua reputação. Isso não só prejudica seus lucros, mas também a imagem da sua empresa. É por isso que o registro de marca é tão essencial. Ele garante que você tenha o direito exclusivo de usar sua marca em todo o Brasil e em mais de 130 países.

Agora, como os designers podem agregar valor a esse processo? Designers podem criar uma marca única e distinta que seja facilmente reconhecível e memorável. Uma marca bem projetada pode aumentar a credibilidade da sua empresa e proporcionar vantagens competitivas.

Nosso objetivo com este artigo é guiá-lo passo a passo no processo de registro de marca. Vamos começar?

O que é o INPI e por que registrar sua marca?

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é a entidade responsável pelo registro de marcas no Brasil. Registrar sua marca com o INPI é como colocar uma cerca invisível ao redor do seu negócio, protegendo-o contra cópias, pirataria ou uso indevido.

Ter uma marca registrada traz inúmeros benefícios. Primeiramente, evita que outros usem sua marca indevidamente. Imagine lançar uma marca no mercado, dedicar todo seu tempo e descobrir que está investindo em algo que não é seu? Isso pode acontecer se a marca da sua empresa não estiver registrada no INPI.

Além disso, uma marca registrada agrega valor aos seus produtos e serviços e aumenta a credibilidade da sua empresa. Também possibilita que sua marca seja franqueada ou licenciada, gerando mais rendimentos para o seu negócio.

Portanto, registrar sua marca no INPI é um investimento importante para proteger e destacar seu negócio no mercado.

registrar sua marca

Etapas para fazer o registro de marca no INPI

Registrar sua marca no INPI pode parecer um processo intimidante, mas com as etapas certas, você estará pronto para proteger sua marca em pouco tempo. Aqui está um passo a passo simples para ajudá-lo a começar.

  1. Busca Web: Antes de tudo, faça uma busca em nossa base de dados para garantir que não há outra marca registrada semelhante à sua. Isso pode ser feito através do Sistema Busca Web.
  2. Cadastro: O próximo passo é se cadastrar no sistema e-INPI. Este cadastro é obrigatório para qualquer pessoa física ou jurídica que deseje registrar uma marca.
  3. Preenchimento do formulário: Após o cadastro, preencha o formulário eletrônico com os dados de identificação do solicitante, a numeração da GRU paga e o conteúdo técnico, que inclui o nome da marca e/ou imagem.
  4. Acompanhamento do processo: Depois de enviar o formulário, é importante acompanhar o andamento do pedido. Isso pode ser feito através da Revista da Propriedade Industrial (RPI) ou pelo sistema “Meus Pedidos” no portal do INPI.
  5. Concessão: Se o seu pedido for deferido, você deverá pagar uma taxa para emitir o certificado de registro. Lembre-se, o registro pode ser renovado a cada dez anos.

É importante notar que este processo pode levar até 15 meses. Portanto, tenha paciência e esteja preparado para quaisquer taxas adicionais que possam surgir durante o processo.

Como os designers podem ajudar no registro de marca?

Designers desempenham um papel essencial na criação e proteção de uma marca, desde a escolha do nome até a criação do logotipo. Eles ajudam a transmitir a identidade e o conceito da marca através do design. Por exemplo, a logo da Apple, criada por um designer, é reconhecida mundialmente mesmo sem qualquer texto.

Os designers também podem orientar os clientes sobre a importância do registro de marca, auxiliando no processo para evitar problemas futuros. Eles podem realizar uma pesquisa de viabilidade para verificar se a marca proposta já está sendo utilizada por outras empresas.

Uma parceria sólida entre designers e empreendedores é crucial para alcançar um registro de marca eficiente e atraente. Afinal, um bom design é mais do que estética, é uma ferramenta de comunicação vital para qualquer negócio.

Tendências em design de marca e como se destacar

Manter-se atualizado com as tendências em design de marca é crucial para qualquer negócio, especialmente para pequenas empresas que buscam se destacar. Um design criativo e eficiente pode ser a chave para conquistar e fidelizar clientes, melhorando a imagem da empresa e aumentando as vendas.

Existem várias tendências de design que podem ser aplicadas em diversos projetos, todas com possibilidade de adequação para cada gosto e perfil de cliente. Por exemplo, o design adaptativo revolucionou o mercado, permitindo que logotipos sejam modificados para uso em vários contextos. Outra tendência são os gradientes, que podem adicionar um toque de cor e energia à sua marca.

Além disso, o World Design Rankings destaca a importância do design gráfico no sucesso de uma marca. Portanto, é essencial planejar e cuidar da criação da sua marca, considerando as características tangíveis e intangíveis que a representam.

Um exemplo de sucesso no registro de marca

Vamos dar uma olhada no caso da Limão Cravo, uma marca que alcançou grande sucesso através de um registro de marca eficaz. Esta marca contou com a ajuda de designers habilidosos para registrar sua marca, criando uma identidade visual forte e atraente.

O design desempenhou um papel crucial no sucesso da marca. Uma identidade visual bem projetada não apenas diferencia uma marca de suas concorrentes, mas também cria uma conexão emocional com o público. No caso da Limão Cravo, o design foi a chave para estabelecer sua marca.

Além disso, a importância dos direitos autorais e a prevenção de fraudes no registro de marcas não podem ser subestimadas. A Limão Cravo conseguiu evitar problemas legais, como os enfrentados por Sambucks e Itaipava, garantindo que sua marca fosse única e não infringisse os direitos de outras marcas.

Este estudo de caso da Limão Cravo é um excelente exemplo de como um registro de marca eficaz pode contribuir para o sucesso de uma empresa.

A importância do registro de marca, etapas do processo e papel do designer

A importância do registro de marca não pode ser subestimada. Ela serve como uma armadura, protegendo a identidade visual de sua empresa de possíveis conflitos com outras marcas já registradas. Imagine investir tempo e recursos para criar uma marca forte, apenas para descobrir que alguém já o fez. Frustrante, certo? Isso pode ser evitado registrando sua marca.

Etapas do processo de registro de marca

  1. Pesquisa de viabilidade: Antes de mais nada, é crucial verificar se a marca que você deseja registrar já não está sendo utilizada por outras empresas.
  2. Criação do logotipo: Se a marca estiver disponível, a próxima etapa é criar uma marca distintiva e fácil de ser reconhecida.
  3. Documentação: Prepare os documentos necessários para o registro da marca.
  4. Elaboração do pedido: Finalmente, faça o pedido de registro de marca.

Um designer qualificado pode ser um grande aliado durante esse processo. Eles podem orientá-lo em cada etapa, garantindo que você evite erros comuns que podem atrasar ou até mesmo impedir o registro de sua marca.

Portanto, não hesite em registrar sua marca. Proteja seu negócio e assegure seu lugar no mercado. Lembre-se, uma marca forte e protegida é um passo enorme para o sucesso de qualquer empresa.

Leia também:Conscientização da marca x brand equity: entenda as diferenças




Como Fazer um Projeto de Identidade Visual

Como fazer um projeto de identidade visual: passo a passo

Criar uma identidade visual não significa apenas desenhar um logotipo e escolher algumas cores.

Um projeto de identidade visual procura transformar características, objetivos e posicionamento de uma empresa em um sistema visual coerente, capaz de funcionar em diferentes aplicações e permanecer reconhecível ao longo do tempo.

Por isso, o processo começa antes do design propriamente dito.

É necessário compreender o negócio, seu público, seus concorrentes, a maneira como deseja se posicionar e os ambientes nos quais aquela identidade será utilizada. Só então essas informações começam a ser transformadas em decisões de forma, cor, tipografia e linguagem visual.

Neste artigo, vamos percorrer as principais etapas desse processo — do briefing à documentação final da identidade.

1. Comece pelo briefing

Todo projeto precisa começar pela compreensão do problema que será resolvido.

O briefing reúne as informações necessárias para orientar o trabalho e reduzir decisões baseadas apenas em preferências pessoais.

Entre outras questões, é importante compreender:

  • o que a empresa faz;
  • quais produtos ou serviços oferece;
  • quem é seu público;
  • quais são seus principais concorrentes;
  • quais diferenciais possui;
  • como deseja ser percebida;
  • quais problemas existem na identidade atual;
  • onde a nova identidade será utilizada;
  • quais materiais precisarão ser desenvolvidos;
  • se existem restrições técnicas ou elementos que precisam ser preservados.

Em uma empresa existente, também é importante analisar sua história e aquilo que já foi construído.

Nem sempre começar do zero é a melhor solução.

Uma cor, símbolo ou característica visual existente pode possuir reconhecimento e valor suficientes para justificar sua preservação ou evolução.

O briefing não precisa ser apenas um formulário. Ele pode envolver questionário, reunião, conversa e levantamento de materiais existentes.

O importante é obter informações capazes de orientar o projeto.

Para aprofundar essa etapa, veja também Como Fazer um Briefing de Design.

2. Entenda o negócio e o posicionamento da marca

Depois de reunir as informações iniciais, é necessário interpretá-las.

O designer precisa compreender não apenas aquilo que a empresa faz, mas como ela pretende ocupar seu espaço no mercado.

Imagine duas empresas oferecendo exatamente o mesmo serviço.

Uma pretende ser percebida como acessível, próxima e simples.

A outra pretende ocupar uma posição premium, baseada em exclusividade e especialização.

Embora atuem no mesmo setor, provavelmente precisarão de linguagens visuais diferentes.

É por isso que decisões de design não deveriam começar por perguntas como:

“Qual estilo de logotipo está na moda?”

Uma pergunta mais útil seria:

“Que características esta identidade precisa comunicar para representar adequadamente esta empresa?”

Quanto maior a clareza sobre o negócio e seu posicionamento, melhores serão os critérios utilizados posteriormente para avaliar as alternativas visuais.

3. Conheça o público

Identidade visual não é desenvolvida apenas para agradar ao proprietário da empresa.

Ela existe dentro de um contexto de comunicação.

Por isso, conhecer o público ajuda a compreender quais referências, expectativas e códigos visuais precisam ser considerados.

Isso não significa que o projeto deva simplesmente reproduzir aquilo que supostamente agrada ao público.

A função da pesquisa é oferecer contexto.

Quem são as pessoas que a empresa pretende alcançar?

O que valorizam?

Que alternativas encontram no mercado?

Como normalmente entram em contato com empresas desse setor?

Quais características podem gerar aproximação ou afastamento?

O público é uma das variáveis do projeto — não a única.

A solução precisa encontrar um equilíbrio entre empresa, posicionamento, público e mercado.

4. Pesquise o mercado e os concorrentes

Conhecer os concorrentes não serve para descobrir o que copiar.

Serve principalmente para descobrir o que já está sendo feito e onde existem oportunidades de diferenciação.

Uma análise pode observar aspectos como:

  • logotipos;
  • cores predominantes;
  • tipografias;
  • estilos fotográficos;
  • linguagem gráfica;
  • websites;
  • embalagens;
  • redes sociais;
  • materiais de comunicação.

Em alguns segmentos aparecem padrões bastante fortes.

Empresas de determinado setor podem utilizar praticamente as mesmas cores, os mesmos símbolos e soluções visuais semelhantes.

Esses códigos podem existir por boas razões e não precisam ser ignorados automaticamente.

Mas conhecê-los permite decidir conscientemente quando seguir uma convenção e quando procurar outro caminho.

Pesquisa não significa procurar um design pronto para adaptar.

Significa compreender o território visual no qual a nova identidade terá de existir.

5. Defina uma direção conceitual

Antes de começar a desenhar alternativas de logotipo, é útil estabelecer uma direção para o projeto.

Que características precisam orientar a identidade?

Ela deve parecer mais técnica ou humana?

Contemporânea ou tradicional?

Minimalista ou expressiva?

Próxima ou institucional?

Discreta ou ousada?

Essas definições não precisam funcionar como opostos absolutos. Servem como referências para manter as decisões visuais relacionadas ao conceito.

Também podem ser utilizados painéis de referências, pesquisas visuais, palavras-chave e outros recursos para explorar possíveis direções.

O objetivo não é decidir antecipadamente como tudo ficará.

É estabelecer um território no qual a exploração visual possa acontecer sem perder a relação com o problema inicial.

6. Desenvolva o logotipo

Com uma base conceitual definida, começa uma das etapas mais conhecidas do projeto: o desenvolvimento do logotipo.

Mas agora o desenho não surge isoladamente.

Existe um briefing, um posicionamento, um público, uma pesquisa e uma direção visual por trás das decisões.

O processo pode envolver esboços, exploração tipográfica, construção de símbolos, testes de proporção e diferentes composições.

Dependendo da solução, o identificador pode ser baseado apenas no nome, combinar nome e símbolo ou utilizar outras estruturas.

Não existe um tipo universalmente melhor.

A solução deve ser adequada às necessidades daquele projeto.

Além da aparência, é importante testar aspectos funcionais.

O logotipo funciona pequeno?

Continua reconhecível em uma única cor?

Pode ser utilizado horizontalmente e verticalmente quando necessário?

Funciona sobre fundos claros e escuros?

Suporta as principais aplicações previstas?

Um logotipo precisa sobreviver fora da apresentação em que foi criado.

Se quiser conhecer diferentes estruturas possíveis, veja também Tipos de Logotipo.

7. Defina a paleta de cores

As cores exercem um papel importante na identificação visual.

Mas sua escolha não deveria depender apenas de associações simplificadas como:

“Azul significa confiança.”

Uma mesma cor pode adquirir significados diferentes dependendo do contexto cultural, do setor, das combinações utilizadas e da maneira como é aplicada.

A escolha deve considerar o conjunto da identidade.

Também existem questões funcionais.

As cores precisam funcionar nos ambientes digitais e, quando necessário, em impressão.

É preciso considerar contraste e legibilidade.

Podem existir cores principais e secundárias.

Também é necessário prever situações em que a identidade será aplicada sobre diferentes fundos.

Uma boa paleta não é simplesmente uma coleção de cores bonitas.

Ela oferece recursos suficientes para a comunicação funcionar de maneira consistente.

8. Escolha a tipografia

A tipografia influencia profundamente a personalidade de uma identidade.

Uma família tipográfica pode transmitir características bastante diferentes de outra, mesmo quando o conteúdo escrito é exatamente o mesmo.

Mas a escolha também precisa considerar aspectos práticos.

A tipografia será utilizada apenas em peças produzidas pelo designer?

Precisará funcionar no website?

Funcionários precisarão utilizá-la em apresentações e documentos?

A fonte possui os pesos necessários?

Há suporte adequado para os caracteres utilizados?

A licença permite as aplicações previstas?

Em muitos projetos, pode ser necessário estabelecer uma tipografia principal e uma secundária, além de alternativas para ambientes onde as fontes originais não estejam disponíveis.

Uma identidade precisa funcionar no mundo real, não apenas no arquivo do designer.

9. Construa a linguagem visual

Logotipo, cores e tipografia são importantes, mas muitas identidades precisam de outros elementos para formar uma linguagem suficientemente rica.

Podem fazer parte desse sistema:

  • grafismos;
  • padrões;
  • formas;
  • ícones;
  • ilustrações;
  • estilo fotográfico;
  • texturas;
  • princípios de composição;
  • tratamentos de imagem.

Esses elementos ajudam a criar reconhecimento mesmo quando o logotipo não ocupa uma posição de destaque.

Esse é um ponto importante.

Uma identidade visual madura não deveria depender da necessidade de colocar o logotipo enorme em todas as peças para que a empresa seja reconhecida.

Quando cores, tipografia, imagens e elementos gráficos formam uma linguagem característica, o conjunto começa a identificar a marca.

10. Teste a identidade em aplicações reais

Uma identidade não deve ser avaliada apenas observando o logotipo isoladamente.

É necessário colocá-la em situações próximas daquelas em que realmente será utilizada.

Dependendo da empresa, isso pode significar testar:

website, redes sociais, cartão, papelaria, apresentação comercial, uniforme, fachada, embalagem, veículo ou outros pontos de contato.

Nem todas essas peças precisam necessariamente fazer parte da entrega final.

Algumas podem ser utilizadas apenas como testes.

Essa etapa ajuda a responder questões que dificilmente aparecem quando observamos os elementos separadamente.

A paleta oferece flexibilidade suficiente?

A tipografia funciona em textos maiores e menores?

O logotipo continua eficiente em aplicações reduzidas?

A linguagem visual consegue produzir peças diferentes sem perder coerência?

Existe contraste adequado?

A identidade parece pertencer à mesma empresa em todos esses contextos?

É muito melhor descobrir um problema durante os testes do que depois que centenas de aplicações já foram produzidas.

11. Refine o sistema

Os testes normalmente revelam ajustes necessários.

Talvez uma cor secundária precise ser acrescentada.

Uma versão alternativa do logotipo pode resolver aplicações estreitas.

Uma tipografia pode apresentar problemas de legibilidade.

Um grafismo pode funcionar muito bem em telas grandes e mal em formatos pequenos.

Essa etapa não significa que o projeto fracassou.

Pelo contrário.

Testar, identificar problemas e refinar faz parte do processo de design.

O objetivo é chegar a um sistema que não seja apenas visualmente interessante, mas utilizável.

12. Apresente a identidade dentro de seu contexto

Manual de identidade visual

A apresentação do projeto também é uma etapa importante.

Mostrar apenas algumas versões do logotipo pode dificultar a compreensão do raciocínio que levou à solução.

Uma apresentação mais completa pode explicar:

o problema inicial;

os objetivos do projeto;

a direção conceitual;

as principais decisões;

o logotipo;

as cores;

a tipografia;

a linguagem visual;

as aplicações.

Isso ajuda o cliente a compreender a identidade como um sistema e não apenas avaliar cada elemento isoladamente de acordo com seu gosto pessoal.

Mockups podem ser úteis nessa etapa, desde que sirvam para demonstrar situações relevantes.

Uma identidade para um pequeno escritório não precisa necessariamente ser apresentada em um avião, um estádio ou uma enorme fachada apenas porque o mockup é visualmente impressionante.

A apresentação deve ajudar a visualizar como aquela identidade funcionará no negócio real.

13. Documente as regras da identidade

Depois que o sistema foi desenvolvido, testado e aprovado, chega a etapa de documentação.

É aqui que entra o Manual de Marca ou Manual de Identidade Visual.

Ao contrário do que a versão anterior deste artigo sugeria, o manual não é o ponto de partida do projeto.

Ele é uma consequência das decisões tomadas durante o desenvolvimento.

O documento pode registrar:

  • versões do logotipo;
  • proporções;
  • área de proteção;
  • tamanho mínimo;
  • aplicações sobre fundos;
  • cores;
  • especificações para diferentes meios;
  • tipografia;
  • elementos gráficos;
  • usos incorretos;
  • exemplos de aplicação.

O nível de detalhamento depende da complexidade da identidade.

Uma pequena empresa pode precisar apenas de diretrizes essenciais. Uma organização com muitos departamentos, fornecedores, unidades e aplicações pode necessitar de documentação muito mais extensa.

O objetivo é o mesmo: permitir que outras pessoas utilizem o sistema sem descaracterizá-lo.

Para conhecer essa etapa em detalhes, veja O que é Manual de Marca?

14. Organize e entregue os arquivos

A entrega não deveria ser apenas uma pasta contendo um arquivo de logotipo.

É importante organizar os materiais para facilitar seu uso posterior.

Dependendo do projeto, podem ser entregues versões adequadas para impressão e meios digitais, diferentes formatos de arquivo, variações do logotipo e demais elementos do sistema.

A nomenclatura também importa.

Arquivos com nomes claros como:

logotipo-horizontal-cor

são muito mais úteis do que:

logo-final-ultima-versao-03

O cliente precisa conseguir encontrar e utilizar os arquivos depois que o projeto terminou.

Essa organização pode parecer uma pequena etapa, mas faz parte da qualidade da entrega profissional.

O projeto termina quando a identidade é entregue?

O projeto de desenvolvimento possui um encerramento, mas a vida da identidade começa justamente quando ela passa a ser utilizada.

É na aplicação cotidiana que surgem novas situações.

Uma empresa cresce.

Um novo produto é criado.

Uma rede social muda seus formatos.

Surge uma aplicação que não havia sido prevista.

Isso não significa que a identidade precise ser redesenhada constantemente.

Um bom sistema deve possuir flexibilidade suficiente para absorver novas necessidades.

Em determinados momentos, entretanto, ajustes podem ser necessários.

A diferença está entre evoluir uma identidade para atender novas necessidades e modificá-la continuamente apenas para acompanhar tendências.

Manual de identidade visual (3)

Quanto tempo leva para criar uma identidade visual?

Não existe um prazo universal.

O tempo depende da complexidade do negócio, do escopo do projeto, da quantidade de aplicações, das etapas de aprovação e da profundidade da pesquisa e desenvolvimento.

Uma identidade simples para um pequeno negócio e um sistema completo para uma organização com diversas unidades são projetos muito diferentes.

Por isso, avaliar apenas o número de dias pode ser enganoso.

O mais importante é definir claramente o escopo antes do início do trabalho.

Quanto custa um projeto de identidade visual?

Pelo mesmo motivo, não existe um preço único.

O valor pode variar conforme:

complexidade;

experiência do profissional;

pesquisa necessária;

quantidade de elementos;

número de aplicações;

documentação;

prazo;

mercado;

escopo estratégico.

Comparar propostas apenas pelo número de arquivos entregues também pode ser pouco útil.

Dois projetos que entregam “logotipo + cores + tipografia” podem envolver níveis completamente diferentes de pesquisa, desenvolvimento e suporte.

O escopo precisa ser compreendido antes de comparar valores.

Preciso contratar um designer para criar minha identidade visual?

Não obrigatoriamente.

Hoje existem ferramentas, modelos e recursos de inteligência artificial que permitem que pequenos negócios criem soluções básicas por conta própria.

Para uma ideia em validação ou um projeto com orçamento muito limitado, isso pode ser suficiente inicialmente.

O problema aparece quando a empresa precisa de maior diferenciação, consistência, flexibilidade ou possui aplicações mais complexas.

Um profissional não serve apenas para operar ferramentas.

Seu papel está principalmente em compreender o problema, estabelecer critérios, desenvolver alternativas, tomar decisões e construir um sistema adequado à realidade da empresa.

A necessidade de contratar um profissional depende do estágio, das necessidades e da importância estratégica que a identidade possui para o negócio.

Erros comuns em projetos de identidade visual

Começar diretamente pelo logotipo

Sem compreender o negócio, as decisões ficam excessivamente dependentes de preferências pessoais.

Escolher elementos apenas porque estão na moda

Tendências podem servir como referência, mas uma identidade precisa continuar adequada depois que determinada estética deixa de ser novidade.

Copiar concorrentes

Pesquisa de mercado serve para compreender o território visual e encontrar oportunidades, não para reproduzir soluções existentes.

Pensar apenas na tela de apresentação

A identidade precisa funcionar em aplicações reais, tamanhos diferentes e condições menos controladas.

Criar regras demais

Um sistema excessivamente rígido pode se tornar difícil de utilizar.

Criar regras de menos

Sem orientação suficiente, cada nova aplicação começa a inventar sua própria identidade.

Não organizar a entrega

Mesmo um excelente sistema pode ser utilizado incorretamente se ninguém souber onde estão os arquivos certos ou como aplicá-los.

Na prática do designer

Depois de muitos anos desenvolvendo projetos de identidade visual, uma das coisas que considero mais importantes é não se apaixonar cedo demais por uma solução.

Um desenho pode parecer excelente isoladamente e revelar problemas quando começa a ser aplicado.

Por isso, testar faz parte do desenvolvimento.

Também aprendi que apresentar apenas o resultado final elimina uma parte importante do trabalho: mostrar por que determinadas decisões foram tomadas.

Quando o cliente compreende a relação entre o briefing, o conceito e a solução visual, a avaliação deixa de depender apenas de “gostei” ou “não gostei”.

O design passa a ser discutido em relação ao problema que precisava resolver.

É essa mudança que transforma o projeto de uma simples produção de elementos gráficos em um processo de design.

Perguntas frequentes

O que é um projeto de identidade visual?

É o processo de desenvolvimento de um sistema visual para representar uma empresa ou marca de maneira consistente. Pode incluir logotipo, cores, tipografia, grafismos, imagens, aplicações e regras de utilização.

O logotipo é a parte mais importante da identidade visual?

Ele é um dos principais identificadores, mas não funciona sozinho. Cores, tipografia, linguagem gráfica e aplicações também participam da construção do reconhecimento visual.

O que deve ser definido antes de criar um logotipo?

É recomendável compreender o negócio, o público, o posicionamento, os concorrentes, os objetivos e as principais aplicações da identidade.

Todo projeto precisa de Manual de Marca?

Todo projeto se beneficia de alguma documentação, mas ela não precisa ter a mesma complexidade em todos os casos. Pequenos projetos podem utilizar diretrizes mais simples.

Qual é a diferença entre identidade visual e Manual de Marca?

A identidade visual é o sistema propriamente dito. O manual é o documento que registra suas características e orienta sua utilização.

Uma identidade visual pode mudar?

Sim. Identidades podem evoluir quando surgem mudanças relevantes no negócio, no posicionamento ou nas necessidades de aplicação. Isso é diferente de alterá-las constantemente apenas por tendência.

Conclusão

Criar uma identidade visual é um processo de transformar informações sobre um negócio em um sistema de comunicação visual.

Ele começa pela compreensão.

Passa por pesquisa, estratégia, conceito e exploração.

Ganha forma através do logotipo, das cores, da tipografia e dos demais elementos gráficos.

É colocado à prova nas aplicações.

É refinado.

E finalmente é documentado e preparado para utilização.

O resultado não deveria ser apenas um logotipo bonito.

Deveria ser um sistema visual que a empresa consegue utilizar, reconhecer e desenvolver ao longo do tempo.

Precisa desenvolver uma identidade visual para sua empresa?

No Estúdio Dürer, cada projeto começa pela compreensão do negócio, do público e das necessidades reais de aplicação antes do desenvolvimento dos elementos visuais.

O objetivo é construir uma identidade que não funcione apenas na apresentação do projeto, mas na comunicação cotidiana da empresa.

Se sua empresa precisa criar uma nova identidade ou reorganizar um sistema visual existente, entre em contato e vamos conversar sobre o projeto.

Leia também:

Como Fazer um Briefing de Design — veja quais informações devem ser levantadas antes do início do projeto.

Marca, identidade visual e logotipo: qual é a diferença? — entenda a função de cada conceito.

O que é Manual de Marca? — veja como documentar e preservar as regras da identidade visual.

 




Como criar uma identidade de marca bem-sucedida

Como construir uma marca: estratégia, identidade e consistência

Antes de definir cores, tipografia ou qualquer elemento visual, é necessário compreender o que a empresa representa, para quem ela existe, como pretende se posicionar e por que alguém deveria escolhê-la em vez de seus concorrentes.

O design é uma parte importante desse processo, mas não é o processo inteiro.

Uma marca é construída ao longo do tempo pela combinação entre estratégia, identidade, comunicação e experiência. O que a empresa diz precisa manter alguma coerência com aquilo que ela faz e entrega.

Por isso, construir uma marca não significa apenas criar uma aparência profissional. Significa estabelecer uma direção capaz de orientar decisões e manter consistência à medida que o negócio se comunica, cresce e evolui.

O que significa construir uma marca?

Construir uma marca é desenvolver deliberadamente os elementos que ajudam uma empresa a ocupar uma posição reconhecível na mente de seu público.

A empresa pode influenciar esse processo por meio de seu posicionamento, identidade, comunicação, produtos, serviços e experiências.

Mas existe uma diferença importante entre identidade e percepção.

A empresa define como deseja se apresentar.

O público forma suas próprias percepções a partir daquilo que encontra e experimenta.

Por isso, nenhuma estratégia consegue controlar completamente o significado de uma marca. O objetivo é criar coerência suficiente para que aquilo que a empresa comunica esteja alinhado com aquilo que efetivamente entrega.

Esse processo começa pela estratégia.

1. Entenda o negócio antes de pensar na aparência

Uma identidade construída sem compreender o negócio corre o risco de ser apenas uma solução estética.

Antes de pensar no logotipo, é importante responder questões mais fundamentais:

Qual problema a empresa resolve?

O que ela oferece?

Quem são seus principais clientes?

Por que eles procuram esse produto ou serviço?

Quem são os concorrentes?

Quais são os diferenciais reais da empresa?

Como ela pretende crescer?

Essas perguntas parecem simples, mas influenciam diretamente as decisões que serão tomadas posteriormente.

Uma empresa que compete principalmente por preço possui desafios diferentes de outra que pretende ocupar uma posição premium.

Um negócio local possui necessidades diferentes de uma empresa que vende para todo o país.

Uma empresa recém-criada pode precisar primeiro estabelecer reconhecimento, enquanto uma organização existente pode estar tentando mudar uma percepção já consolidada.

A estratégia começa pela realidade do negócio, não pelo design.

2. Defina quem você pretende alcançar

É difícil construir uma comunicação eficiente quando se tenta falar com todo mundo.

Compreender o público ajuda a definir prioridades.

Isso não significa criar um personagem fictício excessivamente detalhado ou imaginar características que não possuem nenhuma relação com a decisão de compra.

O importante é compreender aspectos que realmente interferem na relação entre o público e a empresa.

Quais necessidades essas pessoas possuem?

Que problemas estão tentando resolver?

O que valorizam na hora de escolher?

Quais dúvidas ou objeções costumam apresentar?

Como procuram informações?

Que alternativas consideram?

O mesmo produto pode ser apresentado de maneiras muito diferentes dependendo do público.

Por isso, conhecer quem está do outro lado ajuda a evitar uma marca construída apenas a partir das preferências pessoais de seus proprietários.

3. Determine o posicionamento da marca

Posicionamento é a posição que a empresa procura ocupar em relação ao mercado, aos concorrentes e às necessidades de determinado público.

Em termos práticos, ele ajuda a responder:

Por que alguém deveria escolher esta empresa?

A resposta precisa ir além de afirmações genéricas como:

“Qualidade, confiança e excelência.”

Essas características podem ser desejáveis, mas praticamente qualquer concorrente poderia dizer a mesma coisa.

Um posicionamento mais útil procura identificar aquilo que realmente diferencia a oferta.

Pode estar na especialização.

Na forma de atendimento.

No modelo de negócio.

Na experiência.

Na tecnologia utilizada.

Na conveniência.

Na metodologia.

Na tradição.

No preço.

No nível de personalização.

Ou em uma combinação específica desses fatores.

O posicionamento não precisa necessariamente ser resumido em uma frase publicitária. Sua função principal é servir como referência para as decisões da empresa.

4. Construa uma proposta de valor clara

A proposta de valor está diretamente relacionada ao posicionamento.

Ela explica qual benefício relevante a empresa oferece e por que sua solução merece ser considerada pelo público que pretende atender.

Uma boa proposta de valor não precisa ser sofisticada.

Precisa ser compreensível.

Compare:

“Oferecemos soluções inovadoras e personalizadas com excelência.”

com:

“Criamos websites profissionais para pequenas empresas que precisam transformar sua presença digital em uma ferramenta real de apresentação e geração de oportunidades.”

A segunda formulação informa com muito mais clareza:

quem é atendido;

o que é oferecido;

qual problema está sendo resolvido;

qual resultado é procurado.

A proposta de valor ajuda a manter marketing, vendas, conteúdo e identidade orientados na mesma direção.

5. Defina a personalidade da marca

Empresas também desenvolvem maneiras particulares de se expressar.

Algumas são mais formais.

Outras são próximas e conversacionais.

Algumas procuram transmitir sofisticação.

Outras valorizam simplicidade.

Há marcas técnicas, provocadoras, acolhedoras, tradicionais, irreverentes ou discretas.

Definir algumas características principais ajuda a evitar uma comunicação contraditória.

Se uma empresa pretende ser percebida como simples e acessível, por exemplo, uma linguagem excessivamente técnica e burocrática pode trabalhar contra essa intenção.

Da mesma maneira, uma empresa que depende de precisão e autoridade pode precisar ter cuidado com uma comunicação informal demais.

A personalidade funciona como uma referência para as decisões posteriores de linguagem e design.

6. Desenvolva a mensagem e o tom de voz

Depois de compreender negócio, público, posicionamento e personalidade, fica mais fácil definir como a empresa deve falar.

A comunicação precisa deixar claras questões fundamentais:

O que fazemos?

Para quem?

Por que isso importa?

O que nos diferencia?

Como queremos nos relacionar com nosso público?

Essas respostas ajudam a construir as mensagens principais da marca.

O tom de voz estabelece como essas mensagens serão comunicadas.

Ele pode variar de acordo com a situação — uma resposta a uma reclamação naturalmente terá um tom diferente de uma publicação promocional —, mas deve existir uma personalidade reconhecível por trás dessas variações.

A consistência verbal é tão importante quanto a consistência visual.

Se o website utiliza uma linguagem formal, o Instagram é excessivamente informal e o atendimento utiliza um estilo completamente diferente, a percepção da empresa pode se tornar fragmentada.

7. Transforme a estratégia em identidade visual

Somente depois dessas definições o design encontra uma base mais sólida para trabalhar.

A identidade visual transforma características da empresa em um sistema gráfico capaz de ser reconhecido e aplicado em diferentes situações.

Ela pode envolver:

logotipo, cores, tipografia, grafismos, iconografia, fotografia, ilustrações e princípios de composição.

Essas escolhas não devem ser arbitrárias.

A pergunta não é simplesmente:

“Qual cor eu gosto?”

Mas:

“Que linguagem visual é adequada para esta empresa, este posicionamento, este público e este contexto?”

É justamente essa relação entre estratégia e forma que diferencia uma identidade visual construída com propósito de uma simples coleção de elementos gráficos.

Se quiser entender melhor esses conceitos, veja Marca, identidade visual e logotipo: qual é a diferença?

8. Crie um sistema, não apenas peças isoladas

Um dos sinais de uma identidade bem construída é sua capacidade de funcionar em diferentes aplicações.

Um logotipo pode ficar excelente sozinho e ainda assim não resolver a comunicação de uma empresa.

É necessário pensar no sistema.

Como essa identidade funciona em um website?

Em uma publicação de Instagram?

Em uma proposta comercial?

Em um cartão?

Em uma embalagem?

Em um anúncio?

Em uma apresentação?

A resposta não precisa ser criar antecipadamente todas as peças que a empresa utilizará durante sua existência.

O objetivo é estabelecer princípios suficientes para que novas aplicações possam ser produzidas sem perder a identidade.

É isso que permite que a comunicação cresça mantendo coerência.

9. Documente as principais decisões

À medida que mais pessoas passam a trabalhar com uma marca, aumenta a possibilidade de inconsistências.

Uma pessoa altera uma cor.

Outra utiliza uma fonte diferente.

Um fornecedor distorce o logotipo.

Uma apresentação cria um novo estilo.

Pouco a pouco, o sistema começa a se fragmentar.

Diretrizes de marca ajudam a evitar esse problema.

Dependendo da complexidade da empresa, elas podem variar de um documento bastante simples até um manual detalhado.

O objetivo não é criar regras apenas por burocracia.

É registrar decisões importantes para que a identidade continue funcionando quando outras pessoas precisarem utilizá-la.

Essas diretrizes podem documentar aspectos como versões do logotipo, cores, tipografia, linguagem visual, aplicações e usos incorretos.

Para entender como essa documentação funciona, veja também O que é Manual de Marca?

10. Aplique a marca com consistência

Uma marca não se torna reconhecível no momento em que seu projeto de identidade termina.

Ela precisa ser utilizada.

Website, redes sociais, publicidade, Perfil da Empresa no Google, propostas, apresentações, embalagens, atendimento e demais pontos de contato passam a acumular experiências associadas àquela empresa.

É por isso que consistência é tão importante.

Mas consistência não significa produzir materiais idênticos.

Um website e uma embalagem possuem funções diferentes. Uma publicação em uma rede social não precisa ter a mesma composição de uma proposta comercial.

A consistência está na existência de uma linguagem comum entre essas aplicações.

O público não precisa ver exatamente a mesma coisa.

Precisa conseguir perceber que está diante da mesma empresa.

11. Entenda que marca também é experiência

Esse é um ponto que nenhuma identidade visual consegue resolver sozinha.

Imagine uma empresa que se apresenta como simples e eficiente, mas possui um processo de contratação burocrático.

Ou uma marca que comunica proximidade, mas demora dias para responder seus clientes.

Ou uma empresa que utiliza uma identidade sofisticada, mas entrega um produto de baixa qualidade.

Existe uma ruptura entre promessa e experiência.

Com o tempo, a experiência tende a falar mais alto.

Por isso, a construção da marca precisa considerar não apenas aquilo que a empresa comunica, mas aquilo que realmente acontece quando alguém compra, utiliza um produto, solicita suporte ou interage com ela.

A identidade ajuda a criar expectativas. A experiência ajuda a confirmar ou destruir essas expectativas.

12. Avalie e faça a marca evoluir

Consistência não significa que uma marca nunca possa mudar.

Empresas evoluem.

Novos produtos aparecem.

Públicos mudam.

Tecnologias criam novos pontos de contato.

Concorrentes surgem.

A própria estratégia do negócio pode se transformar.

Por isso, marcas precisam ser avaliadas periodicamente.

A questão não é simplesmente acompanhar tendências.

É verificar se posicionamento, comunicação e identidade continuam adequados à realidade da empresa.

Algumas situações exigem apenas pequenos ajustes.

Outras podem justificar mudanças mais profundas ou até um processo de rebranding.

O importante é que a evolução tenha uma razão estratégica.

O que vem primeiro: branding ou identidade visual?

Na prática, esses conceitos não precisam ser tratados como etapas completamente separadas, mas existe uma ordem lógica.

Antes de desenvolver a identidade visual, é útil possuir alguma clareza sobre:

negócio → público → posicionamento → proposta de valor → personalidade → mensagem.

Essas definições oferecem uma base para:

identidade visual → aplicações → consistência → experiência → evolução.

Isso evita tentar resolver problemas estratégicos apenas através do design.

Um novo logotipo pode melhorar a apresentação de uma empresa.

Mas não consegue definir sozinho quem ela deve atender, qual é seu diferencial ou qual experiência precisa oferecer.

Uma pequena empresa precisa de uma grande estratégia de branding?

Não.

Esse é um ponto importante.

Uma pequena empresa não precisa reproduzir a estrutura de branding de uma multinacional.

O nível de complexidade deve ser proporcional ao negócio.

Para uma pequena empresa ou profissional, pode ser suficiente ter clareza sobre:

quem atende;

o que oferece;

por que sua solução é relevante;

como deseja ser percebido;

como deve falar;

como deve se apresentar visualmente.

Isso já cria uma base muito melhor do que começar diretamente pelo logotipo.

À medida que o negócio cresce, esse sistema pode se tornar mais sofisticado.

Branding não precisa significar burocracia.

Significa tomar decisões de marca com intenção em vez de improvisá-las continuamente.

Erros comuns na construção de uma marca

Começar pelo logotipo

O logotipo é importante, mas decisões estratégicas anteriores ajudam a orientar sua criação.

Copiar concorrentes

Analisar o mercado é necessário. Tornar-se visualmente ou verbalmente indistinguível dos concorrentes é outra coisa.

Tentar agradar todo mundo

Uma marca sem prioridades tende a produzir uma comunicação genérica.

Criar um posicionamento que a empresa não consegue entregar

Promessas precisam encontrar correspondência na experiência.

Mudar constantemente

Consistência exige continuidade. Alterações frequentes dificultam o reconhecimento.

Confundir consistência com rigidez

Uma boa identidade precisa permitir adaptação a diferentes contextos sem perder suas características fundamentais.

Na prática do designer

Em projetos de identidade visual, uma das maiores diferenças aparece na qualidade das informações disponíveis antes do início do trabalho gráfico.

Quando o negócio possui alguma clareza sobre público, posicionamento e diferenciais, as decisões de design deixam de depender apenas de preferências pessoais.

A conversa deixa de ser:

“Eu gosto mais de azul.”

e passa a incluir perguntas como:

“Essa solução representa adequadamente a empresa que estamos tentando construir?”

Isso não elimina a subjetividade do design.

Mas oferece critérios melhores para avaliar as alternativas.

É também por isso que o briefing possui tanta importância. Ele transforma informações dispersas sobre o negócio em uma base que pode orientar pesquisa, conceito e desenvolvimento visual.

Se você está iniciando esse processo, veja Como Fazer um Briefing de Design.

Conclusão

Construir uma marca não é criar um logotipo e também não é simplesmente manter as mesmas cores em todos os materiais.

É um processo que começa pela compreensão do negócio e passa por posicionamento, proposta de valor, personalidade, mensagem, identidade visual, aplicação e experiência.

A identidade oferece uma linguagem.

A consistência ajuda a construir reconhecimento.

A experiência atribui significado àquilo que a empresa comunica.

E o tempo permite que essas associações se acumulem.

Por isso, uma marca forte dificilmente nasce de uma única grande ideia. Ela é resultado de muitas decisões coerentes repetidas ao longo do tempo.

Precisa transformar essas decisões em uma identidade visual?

No Estúdio Dürer, o projeto de identidade visual parte da compreensão do negócio, de seu público e dos objetivos da empresa antes de chegar às decisões de logotipo, cores, tipografia e demais elementos gráficos.

Se sua empresa precisa construir uma nova identidade ou organizar uma comunicação que cresceu sem uma direção visual clara, entre em contato e vamos conversar sobre o projeto.

Leia também:

Por que a Identidade de Marca é Importante? — entenda como uma identidade consistente contribui para reconhecimento e diferenciação.

Marca, identidade visual e logotipo: qual é a diferença? — veja como esses conceitos se relacionam.

Como Fazer um Projeto de Identidade Visual — conheça o processo de desenvolvimento do sistema visual.

O que é Manual de Marca? — entenda como documentar as regras e preservar a consistência da identidade.




Branding, identidade e design de logotipo explicados

Marca, identidade visual e logotipo: qual é a diferença?

Um logotipo não é uma marca e também não representa, sozinho, toda a identidade visual de uma empresa. Marca, identidade visual e logotipo são conceitos relacionados, mas cumprem funções diferentes.

De forma simples:

  • Marca é o conjunto de percepções, associações, experiências e expectativas construídas em torno de uma empresa, produto ou serviço.
  • Identidade visual é o sistema de elementos gráficos utilizado para expressar visualmente essa marca de forma consistente.
  • Logotipo é um dos elementos desse sistema e tem como principal função identificar a empresa.

Entender essas diferenças é importante porque criar um logotipo é apenas uma parte do processo de construção de uma identidade. E desenvolver uma identidade visual, por sua vez, também não significa controlar tudo aquilo que as pessoas pensarão ou sentirão sobre uma marca.

Neste artigo, vamos entender como esses três conceitos se relacionam e qual é o papel de cada um.

O que é uma marca?

Logotipo da apple

Uma marca é muito mais do que um nome, um logotipo ou um conjunto de cores.

Ela envolve as percepções, associações, experiências, expectativas e reputação que se formam em torno de uma empresa, produto ou serviço.

Essas percepções são influenciadas por praticamente tudo o que a empresa faz:

  • qualidade dos produtos e serviços;
  • atendimento ao cliente;
  • posicionamento;
  • comunicação;
  • preço;
  • experiência de compra;
  • comportamento da empresa;
  • publicidade;
  • presença digital;
  • identidade visual.

Por isso, uma empresa pode trabalhar estrategicamente para construir e fortalecer sua marca, mas não controla completamente a maneira como ela será percebida.

A marca resulta da relação entre aquilo que a empresa procura comunicar e entregar e aquilo que as pessoas efetivamente percebem e experimentam.

Marca não é apenas aparência

Esse é um dos pontos que mais geram confusão.

Cores, fontes, fotografias, grafismos e logotipo podem ajudar a expressar uma marca, mas não são a marca em si.

Imagine uma empresa que apresenta uma identidade visual sofisticada e profissional, mas oferece atendimento ruim e produtos de baixa qualidade.

A experiência do cliente provavelmente terá muito mais influência sobre sua percepção da marca do que a aparência do logotipo.

O contrário também pode acontecer.

Uma empresa pode oferecer um excelente produto, mas apresentar uma comunicação inconsistente e pouco profissional, dificultando a construção de reconhecimento e credibilidade.

É justamente nesse ponto que entra a identidade visual.

O que é identidade visual?

A identidade visual é o sistema de elementos gráficos utilizado para representar visualmente uma empresa ou marca de maneira consistente.

Ela transforma características como personalidade, posicionamento e valores em uma linguagem visual que pode ser aplicada nos diferentes pontos de contato com o público.

Uma identidade visual pode incluir:

  • logotipo;
  • símbolo;
  • paleta de cores;
  • tipografia;
  • grafismos;
  • padrões;
  • iconografia;
  • estilo de ilustrações;
  • estilo fotográfico;
  • composição e layouts;
  • regras de aplicação.

Esses elementos não devem funcionar de maneira isolada. Eles precisam formar um sistema visual coerente.

É essa repetição organizada que permite que uma empresa seja reconhecida mesmo quando o logotipo não aparece com destaque.

Identidade visual não é apenas um logotipo

Uma empresa pode possuir um logotipo e ainda assim não ter uma identidade visual bem estruturada.

Isso acontece com frequência quando cada material utiliza cores diferentes, fontes aleatórias, estilos de fotografia distintos ou soluções gráficas sem qualquer relação entre si.

O logotipo pode continuar sendo o mesmo, mas a comunicação da empresa parece mudar o tempo todo.

Uma identidade visual resolve justamente esse problema ao estabelecer uma linguagem comum para todas as aplicações da marca.

No website, nas redes sociais, em uma apresentação comercial, em uma embalagem ou em um cartão de visitas, deve existir uma relação visual perceptível.

Essa consistência facilita o reconhecimento e ajuda a transmitir organização e profissionalismo.

Se você quiser aprofundar especificamente esse assunto, veja também O que é Identidade Visual?, onde explicamos seus principais elementos, funções e aplicações.

O que é um logotipo?

Antes de entender o uso pretendido de um logotipo, é importante entender o que é um logotipo.

O logotipo é um identificador visual de uma empresa, organização, produto ou serviço.

Sua principal função é permitir que aquela marca seja identificada e reconhecida.

Essa ideia é importante porque um erro comum é acreditar que o logotipo precisa explicar tudo o que uma empresa faz.

Não precisa.

Uma empresa de tecnologia não precisa obrigatoriamente ter um computador em seu logotipo. Uma cafeteria não precisa utilizar uma xícara. Um escritório de arquitetura não precisa representar um edifício.

O logotipo precisa funcionar como um identificador adequado à identidade e ao posicionamento da empresa.

Um logotipo é para identificação

Podemos fazer uma comparação simples com os nomes das pessoas.

Quando conhecemos alguém, aprendemos a associar um nome àquela pessoa. O nome não precisa descrever sua profissão, personalidade, aparência e história para cumprir sua função.

Com um logotipo acontece algo semelhante.

Inicialmente ele é apenas um identificador. Com o tempo, experiências, produtos, comunicação e contato com a empresa fazem com que aquele sinal acumule associações.

Por isso, o significado de um logotipo não vem apenas de seu desenho.

Ele também é construído pelas experiências que as pessoas passam a associar à marca que ele identifica.

Um símbolo desconhecido não possui automaticamente o mesmo significado que terá depois de anos representando uma empresa reconhecida.

É a marca que, ao longo do tempo, atribui significado ao identificador — e não apenas o desenho que cria significado para a marca.

Então qual é a diferença entre marca, identidade visual e logotipo?

A diferença está principalmente na função e na abrangência de cada conceito.

Conceito O que é Principal função
Marca Conjunto de percepções, associações, experiências e expectativas relacionadas a uma empresa, produto ou serviço Construir significado e uma posição na mente do público
Identidade visual Sistema de elementos gráficos utilizado para expressar visualmente a marca Criar consistência, diferenciação e reconhecimento visual
Logotipo Identificador gráfico que faz parte da identidade visual Identificar a empresa ou marca

Uma maneira simples de lembrar é:

A marca é o conceito mais amplo.
A identidade visual é uma das formas pelas quais a marca se expressa.
O logotipo é um dos elementos que compõem essa identidade visual.

Portanto:

logotipo ≠ identidade visual ≠ marca.

Eles estão relacionados, mas não são sinônimos.

E onde entra o branding?

Existe ainda um quarto conceito que costuma aparecer nessa discussão: branding.

Branding é o trabalho estratégico e contínuo de construção, gestão e desenvolvimento de uma marca.

Ele envolve decisões sobre aspectos como:

  • posicionamento;
  • propósito;
  • proposta de valor;
  • personalidade;
  • público;
  • comunicação;
  • experiência;
  • identidade;
  • consistência;
  • evolução da marca.

Por isso, branding também não é sinônimo de criação de logotipo.

O desenvolvimento de uma identidade visual pode fazer parte de um projeto de branding, mas branding possui um escopo mais amplo.

Uma empresa pode, por exemplo, rever seu posicionamento, modificar sua comunicação, redefinir sua proposta de valor e melhorar a experiência dos clientes sem necessariamente trocar seu logotipo.

Da mesma forma, simplesmente substituir um logotipo não significa que a empresa tenha realizado um trabalho completo de branding.

Como marca, identidade visual e logotipo trabalham juntos?

Imagine uma empresa que deseja ser percebida como acessível, moderna e confiável.

Esses atributos fazem parte daquilo que a empresa pretende construir em sua marca.

A identidade visual pode traduzir essa intenção por meio de escolhas de cores, tipografia, formas, fotografias, grafismos e composição.

O logotipo funciona como um dos principais identificadores desse sistema.

Mas nada disso funcionará isoladamente se a experiência real oferecida pela empresa contradisser aquilo que ela comunica.

Se a empresa deseja transmitir proximidade, mas possui um atendimento distante e burocrático, existe uma incoerência.

Se deseja transmitir qualidade, mas entrega um produto ruim, o design não resolverá o problema.

Da mesma forma, se oferece um excelente serviço, mas sua comunicação visual muda constantemente e parece improvisada, pode ter dificuldade para construir reconhecimento.

Uma marca forte tende a surgir quando estratégia, comunicação, identidade e experiência caminham na mesma direção.

Por que apenas criar um logotipo não é suficiente?

Para muitos negócios, o primeiro contato com design acontece assim:

“Preciso criar um logotipo para minha empresa.”

É um ponto de partida perfeitamente compreensível.

O problema aparece quando se espera que o logotipo resolva sozinho todas as necessidades de comunicação da empresa.

Depois que ele é criado surgem outras perguntas:

Qual cor deve ser usada no website?

Qual fonte utilizar nas apresentações?

Como devem ser as publicações nas redes sociais?

Que estilo de fotografia combina com a empresa?

Como aplicar a marca sobre fundos diferentes?

Como manter os materiais visualmente relacionados?

É aí que fica evidente a diferença entre possuir um logotipo e possuir um sistema de identidade visual.

O logotipo identifica.

A identidade visual fornece uma linguagem para a empresa se comunicar.

E a marca é construída ao longo do tempo por tudo aquilo que a empresa comunica, faz e entrega.

Um bom logotipo precisa explicar o que a empresa faz?

Não necessariamente.

Essa é uma dúvida bastante comum durante projetos de identidade visual.

Logotipos muito literais podem parecer uma solução óbvia porque mostram diretamente o produto ou serviço oferecido. Em alguns casos isso pode funcionar, mas não é uma regra.

O mais importante é que o identificador seja adequado à empresa, reconhecível e funcional nas aplicações em que será utilizado.

Além disso, empresas mudam.

Novos produtos aparecem, serviços são ampliados e mercados podem evoluir. Um logotipo excessivamente preso a uma atividade específica pode acabar limitando a identidade no futuro.

Por isso, o desenvolvimento de um logotipo deve considerar não apenas aquilo que a empresa é hoje, mas também o sistema de identidade do qual ele fará parte.

Para conhecer diferentes soluções possíveis, veja também Tipos de Logotipo, onde explicamos as diferenças entre logotipo tipográfico, combinação entre nome e símbolo, símbolo, brasão e mascote.

Na prática do designer

Uma das situações mais comuns em projetos de identidade visual acontece quando o cliente chega dizendo que precisa “apenas de um logotipo”.

Durante o briefing, porém, começam a surgir questões que o desenho isolado não consegue resolver.

A empresa precisa utilizar a marca no website, nas redes sociais, em apresentações, propostas comerciais, materiais impressos ou embalagens. Precisa escolher cores, tipografias e estabelecer algum padrão entre essas aplicações.

Nesse momento fica claro que o problema não é simplesmente desenhar um símbolo.

É necessário criar um sistema.

Ao longo de mais de três décadas trabalhando com design, percebi que os projetos mais consistentes são aqueles em que o logotipo é pensado como parte da identidade visual, e não como uma peça isolada.

Isso também muda a pergunta inicial.

Em vez de perguntar apenas:

“Como deve ser o meu logotipo?”

passamos a perguntar:

“Como essa empresa precisa ser percebida e como podemos expressar isso visualmente de maneira consistente?”

Essa segunda pergunta abre espaço para decisões muito mais úteis.

Erros comuns ao confundir marca, identidade visual e logotipo

Acreditar que criar um logotipo significa criar uma marca

Um logotipo pode ser desenvolvido em alguns dias ou semanas. Uma marca é construída ao longo do tempo por meio de experiências, comunicação, reputação e consistência.

Tratar identidade visual apenas como decoração

Identidade visual não existe simplesmente para tornar materiais mais bonitos. Ela cria uma linguagem reconhecível para a comunicação da empresa.

Esperar que o logotipo explique todo o negócio

O logotipo identifica a empresa. Outros elementos — nome, mensagem, conteúdo, publicidade, website e experiência — ajudam a explicar o que ela oferece.

Mudar constantemente a identidade

Quando cores, fontes, logotipo e linguagem visual mudam sem necessidade, a empresa dificulta o reconhecimento que vinha construindo.

Isso não significa que uma identidade nunca possa evoluir. Marcas mudam e identidades também podem ser atualizadas. O importante é que essa evolução tenha uma razão estratégica.

Copiar a identidade de concorrentes

Referências são importantes durante um projeto, mas reproduzir códigos visuais de concorrentes pode enfraquecer justamente aquilo que uma identidade deveria ajudar a construir: diferenciação.

Resumo para lembrar

Marca é o conceito mais amplo: envolve as percepções, experiências, associações e reputação relacionadas à empresa.

Identidade visual é o sistema gráfico utilizado para expressar visualmente a marca de maneira consistente.

Logotipo é um identificador e um dos componentes da identidade visual.

Branding é o processo estratégico e contínuo de construção e gestão da marca.

Um logotipo sozinho não cria uma marca. Ele ganha significado à medida que passa a representar experiências, produtos, serviços e relações construídas pela empresa ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

Marca e logotipo são a mesma coisa?

Não. O logotipo é um identificador visual. A marca é um conceito muito mais amplo e envolve percepções, experiências, associações e reputação construídas em torno de uma empresa.

Identidade visual e logotipo são a mesma coisa?

Não. O logotipo é apenas um dos elementos da identidade visual. O sistema também pode incluir cores, tipografia, grafismos, iconografia, fotografias e regras de aplicação.

Qual é a diferença entre branding e identidade visual?

Branding é o processo estratégico de construção e gestão da marca. A identidade visual é o sistema gráfico utilizado para expressá-la visualmente e pode ser uma das partes desse trabalho.

Uma empresa pode ter logotipo sem ter identidade visual?

Sim. Isso acontece quando existe um identificador gráfico, mas não há um sistema consistente de cores, tipografia, grafismos e regras para orientar sua aplicação.

É preciso trocar o logotipo para fortalecer uma marca?

Não necessariamente. Muitas vezes o problema está na falta de consistência, posicionamento ou comunicação, e não no logotipo. Uma mudança deve acontecer quando houver uma razão estratégica para isso.

Conclusão

Marca, identidade visual e logotipo trabalham juntos, mas representam coisas diferentes.

A marca é construída a partir das percepções e experiências associadas à empresa. A identidade visual organiza a maneira como ela se apresenta visualmente. O logotipo funciona como um de seus principais identificadores.

Compreender essa diferença evita um erro comum: esperar que um único símbolo seja responsável por construir toda a imagem de uma empresa.

Um bom projeto começa antes do desenho do logotipo. Ele procura compreender o negócio, o público, o posicionamento e a forma como a empresa deseja se apresentar. A partir daí, o design pode transformar essas decisões em um sistema visual coerente, reconhecível e preparado para diferentes aplicações.

Precisa criar ou renovar a identidade visual da sua empresa?

No Estúdio Dürer, o desenvolvimento de uma identidade visual começa pela compreensão do negócio e de seus objetivos. A partir desse diagnóstico são definidos o logotipo, as cores, a tipografia e os demais elementos necessários para criar uma comunicação visual consistente.

Se sua empresa precisa criar uma nova identidade ou organizar uma comunicação que perdeu consistência ao longo do tempo, entre em contato e vamos conversar sobre o projeto.

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Conscientização da marca x brand equity: entenda as diferenças

Apesar do que alguns possam pensar o reconhecimento da marca e o valor da marca não são a mesma coisa. Enquanto o reconhecimento da marca é o quanto os clientes estão cientes de uma marca, o valor da marca se refere ao valor percebido da marca pelos clientes.

Frequentemente vemos os termos “ reconhecimento da marca ” e “valor da marca” usados ​​indistintamente no espaço da marca, como se fossem a mesma coisa. Mas, na verdade, eles se referem a coisas bem diferentes e saber a diferença tem o poder de melhorar seus resultados financeiros e levar seu negócio a um nível totalmente novo. 

Este artigo irá guiá-lo através dos conceitos básicos de reconhecimento de marca e valor da marca, definindo exatamente o que cada um é, por que eles são importantes e como você pode construí-los para fazer sua marca crescer.  

Conscientização da marca

A conscientização da marca aparece como um objetivo com tanta frequência em campanhas de marketing digital que é uma palavra da moda no espaço. Infelizmente, nem todos os profissionais de marketing entendem exatamente o que é, por que é importante, como construí-lo e medi-lo. 

O que é o reconhecimento da marca?

A consciência da marca desempenha um papel principal na tomada de decisão dos clientes. Refere-se a saber se os clientes podem lembrar ou reconhecer sua marca, ou simplesmente se eles sabem ou não da existência da sua marca. 

Imagine estar em um bar com alguns amigos e eles perguntam o que você gostaria de beber. O que vem primeiro à sua mente? Coca Cola ou Pepsi? Skol, Itaipava ou Corona?

O que uma determinada marca surge imediatamente em sua cabeça, isso é o conhecimento da marca. Ou pelo menos é o reconhecimento da marca sem ajuda, como você não foi solicitado. Também há reconhecimento de marca auxiliado, onde você reconhece nomes de marcas e logotipos de uma lista.

De acordo com Kevin Lane Keller, professor de marketing da Tuck School of Business do Dartmouth College e autor do livro best-seller Strategic Brand Management , o reconhecimento da marca inclui dois elementos:

  • O recall da marca indica a capacidade do cliente de recuperar a marca da memória quando recebe uma categoria de produto, pedido de compra ou uso como sugestão. Por exemplo, o recall do KFC pelos clientes dependerá de sua capacidade de recuperar a marca quando pensarem em frangos fritos ou no que devem comer no almoço. 
  • O reconhecimento da marca indica a capacidade dos clientes de confirmar a exposição anterior a uma marca quando dada a marca como uma dica. Em outras palavras, quando vão a uma loja, conseguem reconhecer a marca como aquela à qual já foram expostos?

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Benefícios do conhecimento da marca 

O conhecimento da marca traz muitos benefícios para sua empresa:

  • O reconhecimento da marca cria associações: o reconhecimento da marca ajuda a registrar sua marca nas mentes dos clientes. Ele associa ações e produtos a uma marca, incentivando inconscientemente os clientes a substituir palavras comuns por termos de marca. (Pense: se alguém tiver uma pergunta urgente, diga a ela para ir ao Google , certo?)
  • O reconhecimento da marca coloca a marca no conjunto de considerações: antes de comprar algo, os clientes costumam considerar algumas opções. Netflix ou Amazon Prime? Coca Cola ou Pepsi? Melhorar o conhecimento da marca pode ajudar uma marca a receber uma consideração séria para a compra.
  • O conhecimento da marca afeta as escolhas: quanto mais familiarizados os clientes estiverem com uma marca, maior será a chance de eles escolherem comprar e mais confiarão nela. 

Como construir o conhecimento e Conscientização da Marca

O reconhecimento da marca não acontece a partir de um simples anúncio ou campanha de marketing. Mas o aumento da exposição também não significa necessariamente um aumento do conhecimento da marca. Não há solução rápida ou as melhores práticas para se tornar um nome familiar.

Dito isso, existem algumas estratégias eficazes de reconhecimento de marca que você pode experimentar.

  • Programas de referência: por exemplo, ofereça 10% de desconto no próximo pedido se um cliente convidar um amigo para comprar com sua marca. O amigo também ganha 10% de desconto na primeira compra. Criar um programa de indicação confiável pode ser extremamente gratificante quando você define o seu tom para o público certo.
  • Blog de visitantes: Crie conteúdo valioso e memorável e compartilhe-o em outros blogs. Lembre-se de encontrar os blogs que têm o mesmo público-alvo que o seu e se concentrar em compartilhar informações valiosas que se relacionam com esse público. Aqui está um ótimo exemplo de um tipo de postagem de blog perfeito e para manter a maioria dessas diretrizes em todo o seu blog.
  • Parcerias locais: Faça parceria com organizações locais para realizar seminários, festivais ou programas de doação. Essa estratégia se mostra eficaz para pequenas empresas locais, implementando melhores conselhos de negócios online .
  • Concursos de mídia social: por exemplo, peça aos seguidores que enviem uma foto ou vídeo de Natal, com outros usuários votando em seus favoritos. Os participantes compartilharão o link com seus amigos e familiares para obter mais votos, o que ajuda a aumentar o conhecimento sobre sua marca. 

    Uma observação importante é que o forte reconhecimento da marca resulta de esforços consistentes que vão além de tentar obter clientes pagantes. 

Como medir o conhecimento da marca

Para saber se seus esforços de reconhecimento de marca estão funcionando, você precisa medi-los. Aqui estão algumas métricas que você deve ter em mente: 

  • Volume de pesquisa: quantas pessoas procuram intencionalmente sua marca em mecanismos de pesquisa como o Google. Isso mostra se as pessoas sabem da existência de sua marca. 
  • Tráfego total do site: quantos visitantes chegam ao seu site de todos os tipos de lugares, como mecanismos de pesquisa, fóruns, mídia social etc.  
  • Engajamento social: Seguidores, curtidas, compartilhamentos, comentários, retuítes, etc., em todas as suas contas de mídia social. 
  • Software de rastreamento de marca: o grau de conhecimento de seu público-alvo sobre sua marca usando dados coletados em pesquisas.

Visão geral do valor da marca

O valor da marca se refere ao valor percebido de uma marca de acordo com seus clientes. É uma combinação de percepção do cliente, experiência e opinião sobre sua marca. 

Por causa disso, o valor da marca pode ser positivo ou negativo. Se os clientes pensam positivamente sobre uma marca com base em sua experiência anterior com ela, é um valor de marca positivo. Mas se eles têm impressões ruins ou experimentam serviços ao cliente desagradáveis, eles são menos propensos a comprar da marca novamente e dizer a seus amigos para fazerem isso. Este é um exemplo de brand equity negativo. 

Benefícios do valor da marca

O valor da marca é importante porque permite que você: 

  • Ganhe maior participação no mercado: o valor da marca oferece uma forte vantagem competitiva, destacando-se da concorrência e atraindo os clientes. Graças a isso, você tem uma chance maior de vender seus produtos com sucesso. 
  • Definir preços premium: quando você tem um valor de marca melhor, pode cobrar mais por seus produtos e aumentar o percentual de preço em relação à média do mercado. Os clientes ainda ficam com você por causa de seu argumento de venda exclusivo e suas propostas de valor distintas, que terão um impacto positivo na otimização da taxa de conversão .
  • Amplie seus produtos ou serviços facilmente: o valor da marca ajuda a ganhar a confiança e a fidelidade dos clientes. Portanto, eles estarão mais propensos a experimentar seus produtos mais recentes e compartilhá-los com outras pessoas. 
  • Faça seu negócio crescer: o valor da marca tem um impacto direto no crescimento e na reputação da sua empresa. Com o aumento da receita e o domínio do mercado, você pode se encontrar em uma situação poderosa. Isso ajuda você a formar facilmente novos programas de parceiros, obter melhores taxas de fornecedores e muito mais. 

Como construir o valor da marca

Siga esta instrução para começar a estabelecer o valor da sua marca: 

  • Desenvolva uma história de marca forte e personalidade de marca: uma história de marca se alinha para desencadear as respostas emocionais dos clientes. Personalidade de marca significa o estilo de sua marca ou voz única para o produto ou serviço que você está vendendo. Você deve primeiro construir esses elementos para garantir que seus clientes o vejam da maneira como você deseja ser visto. 
  • Desenvolva o conhecimento da marca: depois de ter uma história e personalidade de marca fortes, siga as táticas acima para ganhar conhecimento sobre sua marca e sua oferta. 
  • Comunique-se com os clientes: para fazer isso, você pode recrutar uma equipe de representantes de atendimento ao cliente, realizar pesquisas, etc. O objetivo é construir confiança e conquistar clientes recorrentes. 
  • Crie um vínculo forte com os clientes: por exemplo, enviar boletins informativos semanais, implementar sessões de perguntas e respostas ao vivo do Facebook, histórias do Instagram , personalizar um sistema de chat ao vivo para construir um relacionamento melhor com seus clientes ou hospedar um evento. 

Como medir o valor da marca

Assim como o conhecimento da marca, você também precisa medir o valor da marca. Aqui estão algumas maneiras de fazer isso:

  • Avalie o conhecimento da marca: observe como você está lidando com o conhecimento da marca aplicando as táticas acima. 
  • Pesquise os clientes ou peça seus comentários: dessa forma, você pode entender o quanto eles sabem sobre sua marca e como se sentem depois de comprar seus produtos.
  • Analise sua situação financeira: preste atenção a métricas como participação de mercado, valor transacional, taxa de crescimento e sustentabilidade.

 

conscientização da marca


Pensamentos finais

O conhecimento da marca é a base do valor da marca. Como Keller enfatizou em um artigo publicado na Harvard Business Review, “Uma base sólida para o valor da marca requer que os consumidores tenham a devida profundidade e amplitude de conhecimento e associações fortes, favoráveis ​​e exclusivas com a marca em sua memória. ”Essa definição significa que às vezes o reconhecimento da marca e o valor da marca são usados ​​alternadamente. No entanto, como este artigo mostrou, eles não são os mesmos. Ambos precisam ser trabalhados separadamente, mas irão se unir para formar uma marca forte.

Lembre-se, uma vez que uma pessoa está fortemente ciente de sua marca, ela começa a percorrer um caminho para reconhecê-lo sem ajuda, comprar de você e preferi-lo a outras marcas semelhantes. Eles provavelmente são leais a você e o recomendam à família e aos amigos. É assim que você criará o valor da marca.

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Fonte: Noupe

 




A IMPORTÂNCIA DA MARCA

Uma marca bem resolvida é o primeiro passo para o sucesso de uma empresa!

Antigamente, a marca era apenas um diferencial, algo que permitisse ao seu cliente distinguir a sua empresa da de seu concorrente. As marcas muitas vezes eram (ainda são, em muitos casos) usadas apenas como um nome. Mas isso mudou drasticamente de tempos para cá, a marca hoje é um grande aglomerado de idéias, sentimentos, e ela é responsável por gerar estímulos no consumidor.

Peguemos mais um exemplo, o da Nike. Afinal o que é a Nike? A Nike não fabrica nenhum produto que comercializa, não existe nenhuma grande fábrica da Nike de onde saem todos seus produtos. A Nike é hoje uma marca apenas, uma assinatura de luxo para seu produto. Se pegarmos todos os bens da Nike e vendê-los, eles somariam uma pequena fração do valor da marca em sí (que é algo totalmente abstrato, não existe fisicamente).

Mais um exemplo de sucesso é a Ferrari. A Ferrari produz carros certo? Não, a Ferrari produz sonhos, é um fetiche. Talvez você possa achar que isso tudo é inútil, e que a Ferrari não iria ganhar 1 tostão com você, afinal carros de 1 milhão e meio de reais estão um pouco fora do seu orçamento. Pode até ser que você nunca vá comprar uma Ferrari, mas você pode comprar uma miniatura, um adesivo, uma camiseta, um relógio, um perfume, ou até mesmo receber um brinde ao comprar seu jornal. Se você criar um produto e tiver dinheiro suficiente, pode pedir para a Ferrari assiná-lo para você, é assim que funciona. Você paga muito por uma simples assinatura, acredite.

Você deve estar pensando: “Legal, mas exemplos de grandes marcas como Ferrari, Nike e Coca-Cola são totalmente fora da minha realidade, é fácil achar casos de sucesso assim! ” Como posso usar isso a meu favor?

Tratando a identidade visual de sua empresa como o seu maior patrimônio, assim como os inúmeros casos de sucesso existentes. Acredite, sua marca é mesmo seu maior patrimônio, mesmo que em menores escalas. Suponhamos que você tenha feito um determinado trabalho para alguém, e este seu cliente tenha gostado. Seu cliente pode te indicar para outras pessoas, e é o seu nome que está indo junto, sempre.

Identidade é identidade, e não deve ser mudada assim como se troca de roupa, daí a necessidade de se criar um padrão para tudo. Criar uma marca bem trabalhada, um estudo de cores, tipografias padronizadas, enfim, fazer todo o material de sua empresa seguir um mesmo padrão reforçando ainda mais a sua identidade é o primeiro passo para sua empresa alavancar. Lembre-se, design claro e objetivo aumenta drasticamente na qualidade percebida de seus clientes, bem como funcionários.

O Design também pode ser usado a nosso favor mesmo que não tenhamos uma identidade corporativa nas mãos. Profissionais autônomos necessitam produtos bem trabalhados para divulgação, e mesmo nesse material é importante manter uma identidade sólida e consistente.

Fonte

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